Sobre a relação e manejo das lesões endodônticas-periodontai...

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Q3256491 Odontologia
Sobre a relação e manejo das lesões endodônticas-periodontais, é correto afirmar:
Alternativas

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Tema central: relação entre polpa e periodonto nas lesões endo-perio e a sequência de manejo. Essas lesões podem comunicar-se por forame apical, canais laterais e túbulos dentinários. O entendimento clínico exige diferenciar origem da lesão (endodôntica, periodontal ou combinada) e decidir a sequência terapêutica correta.

Alternativa correta: A – A doença periodontal severa e avançada, quando atinge o forame apical e/ou canais laterais, pode influenciar o tecido pulpar, gerando alterações degenerativas (fibrose, calcificações, redução vascular) e, em casos extremos, necrose. Em doença periodontal limitada, a polpa costuma permanecer vital. Evidência em Carranza’s Clinical Periodontology; Seltzer & Bender; AAE/AAP Workshops (2017–2018).

Por que as demais estão incorretas?

B – “Alterações inflamatórias precoces na polpa” (ex.: pulpite reversível) não causam destruição periodontal. O periodonto é afetado quando há necrose pulpar com disseminação bacteriana via forame/canais laterais, levando a periodontite apical ou envolvimento periodontal secundário. (AAE Position Statements; Rotstein & Simon, Endodontics).

CRaspagem e alisamento radicular reduzem biofilme e cálculo, mas não “desinfetam” o cemento nem “protegem” o complexo dentina-polpa. Bactérias podem permanecer em túbulos dentinários; remoções repetidas de cemento expõem dentina e aumentam hipersensibilidade. A terapia mecânica é necessária, porém não esterilizante. (AAP Guidelines; Lindhe & Lang).

D – Em lesão endo-perio combinada, a sequência recomendada é: primeiro o tratamento endodôntico (desinfecção/obturação), reavaliação em 4–6 semanas e, se necessário, terapia periodontal. Tratar periodonto antes pode piorar prognóstico pela manutenção da fonte endodôntica de infecção. (AAE/AAP Joint Statements; Carranza).

EPeriodontite retrógrada descreve destruição periodontal secundária a infecção endodôntica (de dentro para fora). A alternativa inverte a direção, atribuindo dano pulpar posterior à periodontite, o que caracteriza quadro primário periodontal e não retrógrado. (Seltzer & Bender; AAE Glossary).

Estratégia para a prova: desconfie de termos como “precoces” causando dano amplo; “desinfecção” por raspagem; e verifique a sequência terapêutica nas combinadas (endo antes de perio). “Retrógrada” indica origem endodôntica.

Referências-chave: Carranza’s Clinical Periodontology; AAE/AAP Joint Workshops (2017–2018) sobre lesões endo-perio; Rotstein & Simon, Endodontics; Seltzer & Bender.

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