A hipersensibilidade dentinária é um problema relativamente ...

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Q3256488 Odontologia
A hipersensibilidade dentinária é um problema relativamente comum na prática periodontal, podendo ocorrer de maneira espontânea ou após uma intervenção profissional. Sobre o tratamento para a hipersensibilidade dentinária, podemos afirmar:
Alternativas

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Tema central: Hipersensibilidade dentinária decorre da exposição de túbulos dentinários, ativando o fluido intratubular (teoria hidrodinâmica). O tratamento visa: (1) ocluir túbulos (vernizes fluoretados, oxalatos, arginina, fosfosilicato de cálcio-sódio, resinas, laser) ou (2) modular a resposta neural (ex.: nitrato de potássio). Revisões clássicas: Orchardson & Gillam (J Clin Periodontol), Cochrane/UpToDate apontam benefício moderado, com necessidade de manutenção.

Gabarito: DVerdadeiro. O Nd:YAG promove fusão/microderretimento** da superfície dentinária, reduzindo permeabilidade e selando túbulos; combinado ao verniz fluoretado, há oclusão mais estável e duradoura que o verniz isolado. Meta-análises (p.ex., Sgolastra et al.) mostram eficácia de lasers (incluindo Nd:YAG) na redução da dor; estudos in vitro e clínicos sugerem efeito sinérgico laser+fluoreto no selamento. Deve-se usar parâmetros adequados para evitar aquecimento pulpar.

Análise das alternativas incorretas

AFalsa. Nem todo dessensibilizante tem efeito imediato. Ex.: nitrato de potássio requer uso contínuo (≈2 semanas) para reduzir excitabilidade neural; já oxalatos/vernizes podem ter alívio mais rápido. Interromper em 1 semana contraria a prática baseada em manutenção e reaplicações conforme necessidade (Cochrane; UpToDate).

BFalsa. Dentifrícios com cloreto de estrôncio podem ajudar casos leves a moderados, mas a hipersensibilidade pós-terapia periodontal costuma ser mais intensa e multifatorial. Frequentemente exige abordagem escalonada: orientação de higiene, controle de dieta ácida, dessensibilizantes domiciliares e terapias in-office (vernizes, resinas, laser). Evidência para estrôncio é heterogênea.

CFalsa. Após verniz fluoretado, a maioria dos fabricantes e revisões recomenda evitar escovação e alimentos duros por 4–6 horas (alguns até 12 h), não 24 horas. A orientação de 24 h é excessiva e não padrão.

EFalsa. Oclusões são dinâmicas e podem se perder por abrasão (escovação), erosão ácida e tempo. Reaplicações e manutenção são comuns, independentemente de nova terapia periodontal. Não é tratamento “definitivo”.

Conduta recomendada (resumo prático): estratégia em etapas — educação (evitar ácidos, técnica de escovação suave), dessensibilizante domiciliar (nitrato de K, arginina, fosfosilicato), in-office (verniz fluoretado/oxalato/resina), e laser quando refratário, podendo associar Nd:YAG + verniz para maior estabilidade. Baseado em revisões sistemáticas e consensos clínicos (UpToDate; J Clin Periodontol; Periodontology 2000).

Dica de prova: desconfie de absolutos como “imediatos”, “definitivo” e “24 horas”. Associações que ocluem túbulos e reduzem permeabilidade tendem a ser o raciocínio correto.

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