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Q3256483 Odontologia
Os objetivos da terapia para os defeitos de furca são facilitar a manutenção da higiene e prevenir perda adicional de inserção óssea. Para alcançar esses objetivos, qual tratamento deve ser indicado para pacientes com defeito de furca grau I?
Alternativas

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Tema central: manejo de defeitos de furca grau I (envolvimento incipiente, penetração da sonda ≤ 3 mm, sem transfixação). O objetivo terapêutico é controle de biofilme, redução da inflamação e facilitar a higiene para prevenir progressão.

Alternativa correta: C – Raspagem e alisamento radicular (RAR)

Justificativa: No grau I, o tratamento de escolha é terapia mecânica não cirúrgica (RAR) associada à instrução de higiene oral. A RAR remove biofilme e cálculo subgengival, suaviza a superfície radicular e reduz profundidade de sondagem, tornando a área mais acessível ao paciente. Evidência e diretrizes (EFP S3 2020; AAP—non-surgical periodontal therapy) recomendam RAR como primeira linha para envolvimentos iniciais, reservando cirurgias para casos mais avançados (graus II/III) ou refratários. Referências: Newman & Takei—Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe—Clinical Periodontology and Implant Dentistry; EFP S3 (J Clin Periodontol, 2020).

Análise das alternativas incorretas

A – Tunelização radicular: procedimento cirúrgico que cria um “túnel” sob a furca para permitir higiene com escovas interproximais. Indicação clássica: furcas grau III (especialmente molares inferiores com tronco radicular curto). Aumenta risco de cárie radicular e hipersensibilidade. É excessivo para grau I.

B – Ressecção radicular (hemissecção/amputação): indicada em molares com furca grau II/III, com justificativa protética e bom prognóstico endodôntico/restaurador. Envolve alta complexidade e morbidade, sem benefício em grau I. Overtreatment aqui.

D – Exodontia: última opção para dentes com prognóstico irrecuperável (perda óssea severa, mobilidade avançada, infecções recorrentes). Um defeito grau I é tratável conservadoramente; extrair seria inadequado.

E – Procedimentos de higiene oral + antibiótico: educação e controle de placa são essenciais, mas a prescrição de antibiótico sistêmico não é rotina em periodontite crônica estável sem infecção aguda. Diretrizes AAP/EFP restringem antibióticos a casos específicos (ex.: periodontite agressiva, necrosante, abscesso periodontal). Falta o pilar principal: debriamento mecânico (RAR).

Dica de prova: associe furca grau I a conduta conservadora (RAR + controle de placa). Cirurgias (tunelização, ressecção) e exodontia são reservadas a graus II/III ou casos refratários. Desconfie de “antibiótico” quando não há infecção aguda.

Resumo prático: Grau I → RAR + instrução de higiene; Grau II → considerar terapia cirúrgica/regenerativa; Grau III → tunelização/ressecções ou exodontia conforme prognóstico.

Fontes: Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe’s Clinical Periodontology and Implant Dentistry; EFP S3 Guidelines (J Clin Periodontol, 2020); AAP—Non-surgical periodontal therapy.

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