Paciente masculino, 56 anos, portador de doença periodontal,...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo odontológico de paciente anticoagulado submetido a procedimentos de baixo risco de sangramento (anestesia infiltrativa, raspagem e alisamento radicular) e o exame laboratorial e faixa segura para executar o procedimento.
Alternativa correta: C — Tempo de Protrombina (TP) e INR menor que 3.
Por quê? Pacientes em uso de varfarina (antagonista da vitamina K, comum no pós-IAM quando há indicação) são monitorados por TP/INR (via extrínseca). Para procedimentos dentários de baixo risco, como os citados, as diretrizes recomendam não suspender a varfarina quando o INR está ≤ 3,0 (algumas aceitam até 3,5), associando medidas locais hemostáticas (compressão, sutura, ácido tranexâmico tópico). Referências: ADA “Oral Anticoagulant and Antiplatelet Medications and Dental Procedures” (2015, atualizado), SDCEP (2022), UpToDate e CHEST/ACCP. Assim, TP/INR é o exame certo e o limite prático seguro é INR < 3 para esses procedimentos.
Estratégia de prova: identifique o fármaco-alvo: varfarina → TP/INR; heparina não fracionada → aPTT; antiagregantes → plaquetas não avaliam efeito. Relacione com o risco do procedimento (infiltrativa e raspagem = baixo risco).
Análise das incorretas
A) aPTT 24–40 s: o aPTT avalia a via intrínseca, sendo usado para heparina não fracionada, não para varfarina. Mesmo um aPTT “normal” não informa segurança no paciente anticoagulado com varfarina. Intervalo dependente do laboratório.
B) TP e INR < 1,5: excessivamente restritivo. INR < 1,5 torna a anticoagulação subterapêutica, elevando o risco trombótico (p. ex., trombo intracardíaco pós-IAM). Diretrizes aceitam INR até 3,0–3,5 para esses procedimentos com hemostasia local.
D) aPTT 35–50 s: novamente o exame não é o correto para varfarina; esse intervalo é relacionado ao ajuste de heparinoterapia e não orienta segurança para raspagem/alistamento em anticoagulado por varfarina.
E) Plaquetas > 150.000/mm³: plaquetas normais avaliam hemostasia primária, mas não refletem o efeito dos anticoagulantes orais (hemostasia secundária). Um paciente com anticoagulante pode sangrar apesar de plaquetas normais; logo, o parâmetro decisivo é o INR.
Dicas práticas: prefira anestesia infiltrativa (baixo risco); bloqueios tronculares exigem maior cautela. Use hemostasia local (gaze comprimida, sutura, ácido tranexâmico tópico). Não suspenda anticoagulante sem contato com o médico assistente.
Fontes úteis: ADA (2015, atualização online), SDCEP 2022 “Dental Patients Taking Anticoagulants or Antiplatelet Drugs”, UpToDate; CHEST/ACCP sobre manejo periprocedimento.
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