Qual o grupo de bactérias predominantes na gengivite ulcera...

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Q3256465 Odontologia
Qual o grupo de bactérias predominantes na gengivite ulcerativa necrosante?
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Alternativa correta: C — Fusoespiroquetas.

Tema central: a gengivite ulcerativa necrosante (GUN/ANUG) é uma doença periodontal aguda, dolorosa, com ulceração e necrose das papilas interdentais, sangramento espontâneo, halitose fétida e pseudomembrana acinzentada. O quadro está associado a estresse, tabagismo, má higiene, imunossupressão e desnutrição. Microbiologicamente, predomina uma flora anaeróbia com o clássico complexo fusoespiroquetal (Fusobacterium + Treponema).

Justificativa da correta (C): “Fusoespiroquetas” designa a associação de bacilos fusiformes (especialmente Fusobacterium nucleatum) e espiroquetas (como Treponema spp.), que invadem o tecido necrótico e a “frente de avanço” da lesão na GUN. Estudos clássicos e revisões (Carranza’s Clinical Periodontology; UpToDate; World Workshop AAP/EFP 2017 sobre Doenças Periodontais) mostram predominância de espiroquetas nos estratos mais profundos, sinergizando com fusobactérias e outros anaeróbios (ex.: Prevotella intermedia, Selenomonas). Essa composição explica a rapidez de evolução, dor intensa e destruição tecidual.

Estratégia de prova: achou as palavras “ulcerativa necrosante”? Pense em anaeróbios tecidoinvasivos e lembre do mnemônico “fuso + espiro” → alternativa C.

Análise das incorretas:

A) Estreptobacilos: termo inespecífico e pouco aplicado à microbiota periodontal; não correspondem ao padrão tecidoinvasivo típico da GUN.

B) Diplococos: formas como Neisseria são colonizadores iniciais de superfícies; não dominam quadros necrosantes anaeróbios.

D) Estreptococos: (S. sanguinis, S. mitis) dominam placa inicial e saúde/gingivite comum. Na GUN, o perfil vira para anaeróbios gram-negativos e espiroquetas, não estreptococos.

E) Estafilococos: pouco frequentes no sulco gengival; relacionam-se mais a infecções oportunistas, abscessos específicos ou ambiente hospitalar, não ao padrão clássico da GUN.

Complemento clínico (relevante para provas): diagnóstico é clínico (dor aguda, ulceração “em crateras” das papilas, sangramento fácil, hálito fétido). Em casos sistêmicos, febre e linfadenopatia podem ocorrer. Conduta: debridamento suave, higiene supervisionada, bochechos com clorexidina 0,12–0,2% ou peróxido 1,5–3%, analgesia; se dor severa/linfadenite/febre, considerar metronidazol (efetivo contra anaeróbios e espiroquetas). Referências: Carranza; UpToDate; AAP/EFP 2017 (Necrotizing Periodontal Diseases).

Resumo-chave: GUN = flora fusoespiroquetal predominante → alternativa C.

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