Em relação ao guia de manejo e tratamento do vírus influenza...

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Q4191300 Medicina
Em relação ao guia de manejo e tratamento do vírus influenza do Ministério da Saúde, é correto afirmar que 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O Ministério da Saúde indica oseltamivir para gestantes e puérperas com síndrome gripal, independentemente da situação vacinal e mesmo sem sinais de agravamento; como a questão cobra exatamente essa recomendação oficial, a alternativa E é a correta.

Tema central: Antiviral na influenza
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra por transformar quimioprofilaxia em regra ampla para imunossuprimidos após contato nos últimos 7 dias. Segundo a base, as indicações de quimioprofilaxia do MS são específicas e com tempo definido após exposição, não uma recomendação genérica para qualquer pessoa com imunossupressão após contato com infectado. O erro é confundir grupo de risco para tratamento precoce com indicação formal de profilaxia pós-exposição.
B
Errada
A alternativa contraria diretamente a escolha do antiviral no protocolo. A base afirma que o oseltamivir é o antiviral de escolha no manejo clínico da influenza e que o zanamivir não é preferencial para pacientes graves, muito menos para aqueles em UTI ou ventilação mecânica. Além disso, o zanamivir inalatório tem limitação prática nesse cenário. O erro médico é atribuir preferência indevida ao fármaco errado no paciente crítico.
C
Errada
A incorreção está na janela terapêutica. A base informa que, em SRAG com fatores de risco, o protocolo do MS reconhece benefício do antiviral mesmo se iniciado até cinco dias do início dos sintomas, e não até sete dias. Portanto, a alternativa altera um critério temporal objetivo do protocolo e por isso está errada.
D
Errada
A alternativa subestima a gravidade respiratória. Hipoxemia importante, definida na própria opção por PaO2 menor que 60 mmHg com necessidade de oxigênio suplementar para manter saturação acima de 90%, caracteriza insuficiência respiratória grave e pode exigir monitorização e suporte avançado, inclusive avaliação para UTI. Por isso, é tecnicamente inadequado afirmar de forma categórica que esses pacientes devem ser internados em enfermaria.
E
Certa
A alternativa E reproduz a recomendação oficial decisiva do Ministério da Saúde: gestantes e puérperas são grupo de risco para complicações por influenza e devem ser tratadas com oseltamivir já na síndrome gripal, independentemente da situação vacinal e sem necessidade de aguardar sinais de gravidade. A base também sustenta que se usa a dose habitual de adulto e que o objetivo é reduzir a morbimortalidade materna. Esse é exatamente o ponto normativo cobrado pela questão.
Pegadinha da questão
A banca misturou quatro confusões clássicas do protocolo: tratar grupo de risco como se dependesse de gravidade, trocar oseltamivir por zanamivir como se fosse preferencial no grave, ampliar indevidamente a janela para 7 dias e confundir tratamento com quimioprofilaxia.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar protocolo do MS para influenza, primeiro identifique os grupos de risco que recebem oseltamivir já na síndrome gripal; gestantes e puérperas entram aqui mesmo sem agravamento.
  • Vacinação prévia não exclui antiviral quando o paciente preenche critério clínico do protocolo.
  • Decore o eixo prático do protocolo: oseltamivir é a droga de escolha; zanamivir não é preferencial no paciente crítico.
  • Quando a alternativa trouxer prazo exato de benefício do antiviral em SRAG, confronte com o texto do protocolo: a base sustenta até cinco dias, não sete.

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