Uma mulher de 48 anos, detectada como caso novo de hansenía...

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Q3792059 Medicina
Uma mulher de 48 anos, detectada como caso novo de hanseníase, é avaliada inicialmente apresentando grau de incapacidade física (GIF) 0. Após 6 meses de tratamento com poliquimioterapia, durante a avaliação clínica de acompanhamento, apresenta lagoftalmo bilateral com impossibilidade de fechamento palpebral completo e atrofia muscular nas mãos. Qual é a classificação do grau de incapacidade física atual desta paciente conforme o Guia de Vigilância em Saúde?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Guia Prático sobre Hanseníase / Formulário para Avaliação Neurológica Simplificada e Classificação do Grau de Incapacidade Física em Hanseníase, Quadro 3 – Critérios para avaliação do grau de incapacidade física: "2 | • Olhos: Deficiência(s) visível(eis) causadas pela hanseníase, como: lagoftalmo; ectrópio; entrópio; triquíase; opacidade corneana central, iridociclite. • Mãos: Deficiência(s) visível(eis) causadas pela hanseníase, como: garras, reabsorção óssea, atrofia muscular, mão caída, contratura, feridas tróficas e/ou traumáticas." O enunciado descreve lagoftalmo bilateral e atrofia muscular nas mãos, achados que se enquadram expressamente nesse critério, o que conduz ao GIF 2.

Tema central: GIF na hanseníase
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O Grau 0 exige ausência de problemas nos olhos, mãos e pés devido à hanseníase. A base traz o critério literal: "0 | Nenhum problema com os olhos devido à hanseníase. Nenhum problema com as mãos devido à hanseníase. Nenhum problema com os pés devido à hanseníase." Aqui há lagoftalmo e atrofia muscular, ambos decorrentes da hanseníase e visíveis, o que exclui o Grau 0.
B
Errada
Incorreta. O Grau 1, segundo o Quadro 3, corresponde a alteração sensitivo-motora sem deficiência visível: "1 | Diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos. Diminuição ou perda da sensibilidade palmar e/ou diminuição da força muscular nas mãos. Diminuição ou perda da sensibilidade plantar e/ou diminuição da força muscular nos pés." O caso já ultrapassou esse nível, porque o protocolo classifica expressamente lagoftalmo e atrofia muscular como Grau 2.
C
Certa
A alternativa C aplica exatamente o critério oficial. O Quadro 3 do Ministério da Saúde enquadra no Grau 2 as deficiências visíveis causadas pela hanseníase. O enunciado traz dois exemplos textuais desse grau: lagoftalmo nos olhos e atrofia muscular nas mãos. Como a classificação considera o maior grau encontrado nos segmentos avaliados, a paciente deve ser classificada como GIF 2.
D
Errada
Incorreta. A classificação oficial do grau de incapacidade física em hanseníase trabalha com graus 0, 1 e 2. Não existe GIF 3 nessa escala, e reação hansênica tipo II não cria categoria autônoma de Grau 3.
E
Errada
Incorreta. A base afirma que a avaliação do grau de incapacidade física também é feita no acompanhamento e não se torna "ignorada" pelo fato de o tratamento já ter sido iniciado. O próprio enunciado descreve avaliação clínica de acompanhamento, o que é compatível com a classificação do GIF.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre diminuição de força muscular, que se enquadra no Grau 1, e atrofia muscular, que o protocolo classifica como deficiência visível de Grau 2; também tentou induzir erro com a ideia de que a avaliação só valeria no momento do diagnóstico inicial.
Dica para questões semelhantes
  • Se o achado estiver listado no protocolo como deficiência visível, o enquadramento é Grau 2.
  • Diferencie alteração funcional sem deformidade visível (Grau 1) de deformidade ou deficiência visível (Grau 2).
  • Em hanseníase, use o maior grau encontrado entre olhos, mãos e pés para definir a classificação final.

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