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Q679977 Medicina
O risco de trombose, assim como de sangramento, é influenciado pela genética e pelo ambiente. O principal fator de risco para trombose arterial é a aterosclerose, enquanto os fatores de risco para trombose venosa consistem em imobilidade, cirurgia, distúrbios clínicos subjacentes tais como neoplasias malignas, medicações como terapia hormonal, obesidade e predisposição genética. Quanto aos fatores de risco hereditários para trombose venosa, podemos citar, EXCETO:
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Tema central da questão: O assunto trata dos fatores de risco hereditários para trombose venosa, destacando as principais proteínas reguladoras da coagulação e suas alterações relacionadas ao risco trombótico.

Análise e justificativa da alternativa correta:

A alternativa C) Aumento na produção de proteína S está correta como a EXCEÇÃO, pois a elevação dos níveis de proteína S não é fator de risco para trombose venosa. Pelo contrário, a proteína S atua como co-fator da proteína C, exercendo ação anticoagulante. O risco hereditário relevante é a deficiência – e não o aumento – dessa proteína. Isso pode ser conferido em diversas fontes hematológicas de referência, como o Harrison’s Principles of Internal Medicine: “Hereditary deficiencies of protein S… increase the risk of venous thrombosis”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Deficiência de antitrombina: Fator clássico de trombofilia hereditária, pois a antitrombina inibe trombina, fator Xa e outros, e sua deficiência favorece estados pró-trombóticos. Diretriz: “A deficiência de antitrombina é um dos principais fatores genéticos de trombose venosa” (MSD Manuals, Hematologia).

B) Deficiência de proteína C: Também é fator hereditário de risco para trombose venosa. A proteína C, junto com a proteína S, inativa fatores Va e VIIIa, protegendo contra tromboembolismo. Sua deficiência resulta em hipercoagulabilidade.

D) Fator VIII elevado: O aumento hereditário do fator VIII é reconhecido como predisponente à trombose venosa profunda, segundo estudos multicêntricos. A elevação persistente do fator VIII é fator independente para o risco trombótico.

Pontos críticos na leitura e estratégias para a prova:

Observe que a questão explora um detalhe sutil: a distinção entre “deficiência” e “aumento” das proteínas anticoagulantes. Em prova, busque associar o mecanismo fisiopatológico à alteração relatada – geralmente, é a deficiência das proteínas naturais anticoagulantes (antitrombina, proteína C e S) que confere risco hereditário.

Referências e evidências: Segundo revisão do UpToDate (2024): “Deficiência de antitrombina, proteína C ou S, e hiperatividade do fator VIII, são fatores hereditários.”

Resumo final: Apenas o aumento de proteína S não é fator hereditário de risco. O candidato que focar na fisiopatologia das trombofilias e dominar o conceito de deficiência versus excesso das proteínas, terá segurança para resolver esse tipo de questão.

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Deficiência da S é fator de risco

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