Os agentes etiológicos mais prováveis numa endocardite infec...

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Q1008422 Medicina
Os agentes etiológicos mais prováveis numa endocardite infecciosa em válvula prostética, numa cirurgia ocorrida há 18 meses são
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Tema central: A questão aborda endocardite infecciosa em válvula protética após 18 meses da cirurgia. É fundamental entender a classificação temporal da endocardite protética para indicar corretamente os agentes etiológicos mais prováveis.

Explicação didática:
A endocardite protética é dividida em:

  • Precoce: ocorre até 12 meses após a cirurgia, geralmente causada por microrganismos adquiridos no ambiente hospitalar (estafilococos coagulase-negativos, Staphylococcus aureus, enterococos, bacilos Gram-negativos e fungos).
  • Tardia: manifesta-se após 12 meses, associada a agentes adquiridos na comunidade (estreptococos e Staphylococcus aureus).

Na fase tardia, o perfil etiológico se assemelha ao da endocardite em válvula nativa, predominando estreptococos do grupo viridans (derivados da flora orofaríngea) e o Staphylococcus aureus, ambos descritos como principais agentes na literatura (HARRISON'S PRINCIPLES OF INTERNAL MEDICINE, 20ª ed.; UpToDate).

Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D) Estreptococo e Staphylococcus aureus é a correta porque esses são os agentes mais comuns na endocardite protética tardia, ou seja, mais de um ano após a cirurgia. Segundo Harrison e o UpToDate: “Após 12 meses da implantação valvar, o perfil microbiológico passa a ser dominado por estreptococos e S. aureus”.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Bacilo Gram-negativo e fungo: São agentes relevantes na endocardite precoce, habitualmente relacionada à contaminação perioperatória, não sendo prevalentes na forma tardia.
  • B) Staphylococcus aureus e estafilococo coagulase-negativo: O estafilococo coagulase-negativo é a principal causa de endocardite protética precoce.
  • C) Estreptococo e estafilococo coagulase-negativo: Também mistura agentes, mas o estafilococo coagulase-negativo raramente é principal na fase tardia.
  • E) Bacilo Gram-negativo e enterococo: Ambos são associados à fase precoce, frequentemente por contaminação hospitalar ou manipulação invasiva recente.

Dica de prova: Atenção ao intervalo de tempo após a cirurgia! Períodos diferentes têm microbiologia distinta: até 12 meses (hospitalar), após 12 meses (comunitária).

Diretrizes e referências:
O Harrison’s (20ª edição) e o UpToDate são claros ao afirmar: "Na endocardite protética tardia, estreptococos e S. aureus predominam". Portanto, baseie-se sempre na classificação temporal e perfil epidemiológico.

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Comentários

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A resposta correta para a questão é a alternativa D, que aponta Estreptococo e Staphylococcus aureus como os agentes etiológicos mais prováveis em uma endocardite infecciosa em válvula prostética após 18 meses de cirurgia. Isso ocorre porque, após esse período de tempo, há uma maior chance de infecções por Staphylococcus aureus, que é uma bactéria comum no nosso ambiente e pode causar infecções graves em válvulas cardíacas. Além disso, o Estreptococo também é uma causa comum de endocardite infecciosa e pode estar presente em cirurgias cardíacas, por isso é uma opção provável. As outras alternativas não são tão comuns em casos de endocardite em válvula prostética e não são tão relevantes no cenário apresentado na questão.

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