Os agentes etiológicos mais prováveis numa endocardite infec...
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Tema central: A questão aborda endocardite infecciosa em válvula protética após 18 meses da cirurgia. É fundamental entender a classificação temporal da endocardite protética para indicar corretamente os agentes etiológicos mais prováveis.
Explicação didática:
A endocardite protética é dividida em:
- Precoce: ocorre até 12 meses após a cirurgia, geralmente causada por microrganismos adquiridos no ambiente hospitalar (estafilococos coagulase-negativos, Staphylococcus aureus, enterococos, bacilos Gram-negativos e fungos).
- Tardia: manifesta-se após 12 meses, associada a agentes adquiridos na comunidade (estreptococos e Staphylococcus aureus).
Na fase tardia, o perfil etiológico se assemelha ao da endocardite em válvula nativa, predominando estreptococos do grupo viridans (derivados da flora orofaríngea) e o Staphylococcus aureus, ambos descritos como principais agentes na literatura (HARRISON'S PRINCIPLES OF INTERNAL MEDICINE, 20ª ed.; UpToDate).
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D) Estreptococo e Staphylococcus aureus é a correta porque esses são os agentes mais comuns na endocardite protética tardia, ou seja, mais de um ano após a cirurgia. Segundo Harrison e o UpToDate: “Após 12 meses da implantação valvar, o perfil microbiológico passa a ser dominado por estreptococos e S. aureus”.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Bacilo Gram-negativo e fungo: São agentes relevantes na endocardite precoce, habitualmente relacionada à contaminação perioperatória, não sendo prevalentes na forma tardia.
- B) Staphylococcus aureus e estafilococo coagulase-negativo: O estafilococo coagulase-negativo é a principal causa de endocardite protética precoce.
- C) Estreptococo e estafilococo coagulase-negativo: Também mistura agentes, mas o estafilococo coagulase-negativo raramente é principal na fase tardia.
- E) Bacilo Gram-negativo e enterococo: Ambos são associados à fase precoce, frequentemente por contaminação hospitalar ou manipulação invasiva recente.
Dica de prova: Atenção ao intervalo de tempo após a cirurgia! Períodos diferentes têm microbiologia distinta: até 12 meses (hospitalar), após 12 meses (comunitária).
Diretrizes e referências:
O Harrison’s (20ª edição) e o UpToDate são claros ao afirmar: "Na endocardite protética tardia, estreptococos e S. aureus predominam". Portanto, baseie-se sempre na classificação temporal e perfil epidemiológico.
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