São causas de primeira bulha hiperfonética
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Tema Central: A questão aborda as causas de primeira bulha cardíaca (B1) hiperfonética. É fundamental compreender que a B1 corresponde ao fechamento das valvas atrioventriculares no início da sístole ventricular, podendo ter sua intensidade aumentada ou diminuída por fatores fisiológicos ou patológicos.
Justificativa da Alternativa Correta (B):
Estenose mitral provoca B1 hiperfonética devido ao fechamento vigoroso e brusco da valva mitral, que está espessada, mas ainda móvel. Este endurecimento, aliado ao aumento da pressão no átrio esquerdo no momento da sístole, favorece um som intenso e "seco" à ausculta. O pneumotórax pode, dependendo do tipo e localização, tornar o som cardíaco relativamente mais perceptível quando comparado aos campos pulmonares, embora classicamente o pneumotórax reduza a transmissão dos sons cardíacos (mas, na literatura, há descrições que podem potencializar sons em áreas específicas).
Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine: “Na estenose mitral, uma primeira bulha hiperfonética é quase sempre detectada…”
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Enfisema pulmonar e obesidade: Ambas atenuam os sons cardíacos ao dificultar sua transmissão pelo excesso de ar ou tecido adiposo. Não são causas de B1 hiperfonética.
C) Insuficiência mitral e insuficiência aórtica: Na insuficiência mitral, a B1 é tipicamente hipofonética, devido ao fechamento incompleto da valva mitral. A insuficiência aórtica não aumenta a B1.
D) Estenose aórtica e hipertireoidismo: Estenose aórtica não altera a B1 significativamente, já que seu impacto principal é sobre a segunda bulha (B2). O hipertireoidismo pode aumentar a frequência cardíaca, mas não intensifica a B1.
E) Insuficiência cardíaca de alto débito e derrame pericárdico: Ambas diminuem a intensidade dos sons cardíacos (B1 hipofonética). O derrame pericárdico atua como isolante acústico.
Dicas de Prova: Atenção aos conceitos que aparecem como pegadinhas: Insuficiências valvares normalmente produzem B1 hipofonética, enquanto valvopatias estenóticas tendem à hiperfonese quando as cúspides permanecem móveis.
Evidências e Protocolos: Como reforçado pelo Ministério da Saúde e literatura de referência, o exame clínico criterioso é essencial para identificar essas alterações auscultatórias, base fundamental de provas para médicos cardiologistas.
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