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Q1008407 Medicina
Todos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST, submetidos a intervenção percutânea com posicionamento de stent corononário, devem receber precocemente, a menos que haja contraindicação, dupla antiplaquetação com ácido acetilsalicílico e um bloqueador de receptor P2Y12, preferencialmente
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Tema central: O foco da questão é a terapia antiplaquetária dupla (TAPD) em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST) que foram submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) com stent. O objetivo é prevenir complicações trombóticas, como a trombose do stent, e reduzir eventos isquêmicos recorrentes.

Justificativa da alternativa correta (C): De acordo com a V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre o Tratamento do IAMCSST, “o uso de terapia antiplaquetária dupla com AAS e um inibidor P2Y12 (ticagrelor ou prasugrel) é preferível ao clopidogrel nos pacientes submetidos à ICP” (p. 61-62). Isso se baseia em robustas evidências que mostram maior eficácia do ticagrelor e prasugrel na prevenção de eventos cardiovasculares quando comparados ao clopidogrel.

Estudos multicêntricos (como PLATO e TRITON-TIMI 38) e revisões sistemáticas confirmam que ticagrelor e prasugrel apresentam redução mais significativa de eventos isquêmicos maiores (MACE) e protegem melhor contra trombose do stent, mesmo sem grande aumento do risco de sangramento. Por isso, a alternativa C) ticagrelor ou prasugrel é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) clopidogrel ou ticagrelor: Incluir o clopidogrel como opção preferencial vai contra a diretriz, pois ele só deve ser escolhido quando há contraindicação a ticagrelor/prasugrel.

B) clopidogrel: Não é a preferência, exceto em impossibilidade dos agentes mais potentes.

D) ticagrelor ou rivaroxabana: O rivaroxabana é anticoagulante, não antiplaquetário. Não faz parte da dupla antiplaquetação para ICP.

E) prasugrel ou clopidogrel: Novamente, coloca o clopidogrel como preferencial, o que não é alinhado às recomendações atuais.

Estratégia de prova e pontos-chave: Esteja atento ao termo “preferencialmente”. Pegadinhas comuns são misturar classes (anticoagulantes com antiplaquetários) ou colocar drogas de segunda linha como primeira escolha.

Resumo prático: Para o IAMCSST pós-ICP, o paciente deve receber AAS + ticagrelor ou prasugrel na ausência de contraindicação. Sempre siga as diretrizes atualizadas da SBC e literatura de referência, como Harrison’s e UpToDate.

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A questão trata da indicação de dupla antiplaquetária em pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST submetidos a intervenção percutânea com posicionamento de stent coronário. A dupla antiplaquetária consiste no uso de dois medicamentos que inibem a agregação plaquetária, ácido acetilsalicílico e um bloqueador de receptor P2Y12. A alternativa correta é a C, que indica o uso de ticagrelor ou prasugrel como opções de bloqueadores de receptor P2Y12. Essas duas opções apresentam maior eficácia na prevenção de eventos cardiovasculares em comparação ao clopidogrel. A escolha entre ticagrelor e prasugrel deve ser individualizada, levando em conta fatores de risco do paciente e possíveis contraindicações. A dupla antiplaquetária é fundamental para a prevenção de eventos trombóticos em pacientes com infarto agudo do miocárdio e intervenção percutânea, e deve ser iniciada precocemente, a menos que haja contraindicações.

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