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Q3255427 Medicina
Lactente, 12 meses, foi trazida ao pronto atendimento por queda de uma “cadeirinha infantil” (altura de cerca de 50 cm) há cerca de 30 minutos. Houve trauma na região frontal da cabeça. Após a queda, ficou bastante irritada e chorou bastante, apresentando um episódio de vômito. Não houve perda da consciência nem outras alterações neurológicas. Ao exame físico: bom estado geral, sorrindo e brincando, Glasgow 15, com hematoma subgaleal de cerca de 2 cm em região frontal. Não há fratura palpável sob o hematoma. Sem outras alterações no exame físico.
Assinale a alternativa correta sobre a condução desse caso.
Alternativas

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Tema Central: O tema central da questão envolve o manejo de Traumatismo Cranioencefálico (TCE) em lactentes. É importante entender a classificação do TCE em leve, moderado e grave, e os fatores de risco que indicam a necessidade de avaliação mais aprofundada, como a realização de exames de imagem.

O Traumatismo Cranioencefálico em crianças é um tema crucial em pediatria. A avaliação inicial deve considerar o mecanismo do trauma, os sintomas apresentados e o exame físico. Em lactentes, os critérios para determinar a gravidade do TCE incluem a escala de Glasgow, a presença de sintomas como vômitos e irritabilidade, e a observação de sinais neurológicos anormais.

Justificativa para a Alternativa Correta (A):

A alternativa correta é a A. A criança apresenta um TCE leve sem fatores de risco para lesão cerebral clinicamente importante, permitindo que ela seja liberada do serviço de emergência. A decisão baseia-se em diretrizes que consideram a ausência de perda de consciência, a normalidade do exame neurológico (Glasgow 15), e o fato de que o vômito isolado após o trauma não é considerado um fator de risco significativo para lesão intracraniana nesta faixa etária. A criança está em bom estado geral, sem fraturas aparentes, e não apresenta sinais de alerta adicionais.

Análise das Alternativas Incorretas:

B: A realização de uma radiografia de crânio não é indicada, pois não contribui significativamente para a detecção de lesões cerebrais em TCE leve e pode expor a criança a radiação desnecessária.

C: Esta afirmação é incorreta, pois a criança não apresenta sinais de TCE moderado. A escala de Glasgow 15 e a ausência de sinais neurológicos anormais indicam um TCE leve.

D: Embora o vômito possa ser um fator de risco, a ausência de outros sinais preocupantes e o bom estado neurológico geral não justificam uma observação prolongada de 12 horas.

E: A realização de tomografia computadorizada de crânio não é indicada neste caso, considerando que o vômito isolado não é critério suficiente para tal exame em um TCE leve, conforme diretrizes pediátricas.

Em conclusão, a questão aborda uma situação comum em pediatria, enfatizando a importância de uma avaliação clínica criteriosa para evitar exames desnecessários.

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