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Q3255424 Medicina
Uma criança de 2 anos de idade, com histórico de vacinação BCG com 5 dias de vida e sem sintomas de tuberculose, apresenta um teste tuberculínico com 6 mm de induração . A radiografia de tórax não mostra anormalidades. O histórico médico revela que a criança teve contato domiciliar com um familiar recentemente diagnosticado com tuberculose pulmonar.
Com base nas diretrizes atuais para o manejo dessa doença em crianças, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: manejo da infecção latente por tuberculose (ILTB) em criança menor de 5 anos, contactante domiciliar recente de caso bacilífero, com PPD positivo e radiografia normal.

Interpretação clínica essencial: em contactantes (especialmente <2–5 anos), considera-se PPD positivo com ≥5 mm, independentemente de BCG prévia. A criança é assintomática e com RX normal, logo doença ativa está descartada e a conduta é tratar ILTB para prevenir progressão.

Alternativa correta: E – Rifampicina em monoterapia para ILTB, total de 120 doses, idealmente em 4 meses (podendo estender até 6 meses para completar as doses). Essa é uma das esquemas preferenciais e recomendados para crianças pelo Ministério da Saúde e por diretrizes internacionais (WHO), com boa efetividade, menor duração e melhor adesão quando comparada à isoniazida prolongada. Pré-requisito: excluir TB ativa (clínica e radiografia), já feito neste caso.

Por que as demais estão incorretas?

A) A tuberculose doença é de notificação compulsória. Já a ILTB não consta como agravo de notificação compulsória na Lista Nacional; monitoriza-se em sistemas específicos, mas não é de notificação obrigatória universal. Portanto, não se notificam “ambas”.

B) O IGRA não é “preferencial” em lactentes/crianças pequenas: tem desempenho inferior/variável nessa faixa etária e maior custo. Em contactantes <5 anos, o PPD continua sendo o teste recomendado; além disso, o ponto de corte é ≥5 mm, como neste caso. O fato de o IGRA não sofrer interferência do BCG não o torna a escolha de rotina em lactentes.

C) O esquema 3HR (isoniazida+rifampicina por 3 meses) é aceito em várias diretrizes para ILTB; porém a alternativa erra ao propor avaliação radiológica periódica como regra. Em ILTB, após RX inicial normal, o seguimento é clínico; RX só se houver sintomas. Além disso, 4R (alternativa E) é esquema amplamente priorizado por adesão e simplicidade.

D) Repetir PPD em 8 semanas é conduta para teste inicialmente negativo no período de janela. Aqui o PPD foi de 6 mm em contactante, o que já é positivo. Repetição retardaria indevidamente o início do tratamento.

Dicas de prova: em contactantes o ponto de corte do PPD é ≥5 mm; BCG não muda essa interpretação. Antes de tratar ILTB, descarte TB ativa com clínica e RX. Esquemas válidos: 4R (120 doses), 6–9H e, em alguns protocolos, 3HR e 3HP.

Referências: Ministério da Saúde – Recomendações para o manejo da ILTB (2020–2023); WHO Consolidated Guidelines on TB: LTBI treatment (2020/2023); SBP/UpToDate – Tuberculosis in children, diagnosis and LTBI treatment.

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