Paciente, no 6º dia pós-parto cesárea por rotura prematura ...

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Q3255417 Medicina
Paciente, no 6º dia pós-parto cesárea por rotura prematura de membranas ovulares e apresentação pélvica, procura o pronto-socorro com queixa de febre (temperatura axilar de 39,2 ºC) há 6 horas. Ao exame clínico, apresenta-se em regular estado geral, desidratada, febril (temperatura oral de 38,3 ºC), descorada ++/4+, P112 ppm, PA 90 x 55 MmHg e FR 24 ipm. Mamas lactantes sem sinais flogísticos. Ferida operatória sem secreção, sem hiperemia e sem sinais de deiscência. Exame especular com loquiação fétida em pequena quantidade. Toque revela colo pérvio para 2,0 cm, útero amolecido, doloroso à palpação e hipoinvoluído. Dentre as várias medidas assistenciais necessárias, qual delas deve ter prioridade dentro da primeira hora de atendimento? 
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Comentário sobre a questão:

O tema central dessa questão é a abordagem de uma complicação pós-parto, especificamente uma infecção puerperal, que se manifesta com febre e outros sinais de infecção. É crucial entender que, após uma cesariana, especialmente em casos de ruptura prematura de membranas, o risco de infecção é aumentado. A paciente apresenta sinais de infecção sistêmica, como febre alta, taquicardia e hipotensão, além de uma loquiação fétida, que indica infecção uterina.

Alternativa Correta: A - Antibioticoterapia de amplo espectro.

A justificativa para a prioridade na antibioticoterapia de amplo espectro está baseada no fato de que a paciente apresenta sinais claros de infecção puerperal, possivelmente endometrite, uma complicação comum após cesariana. A administração precoce de antibióticos é crucial para prevenir a progressão da infecção e complicações mais graves, como sepse. De acordo com as diretrizes atuais, iniciar antibióticos o mais rapidamente possível é uma prioridade no manejo de infecções pós-parto.

Análise das alternativas incorretas:

B - Gasometria arterial. Embora importante para avaliar o estado ácido-base e a oxigenação, a gasometria não é uma prioridade imediata na presença de suspeita clara de infecção grave. A prioridade é tratar a infecção subjacente.

C - Hidratação endovenosa. A hidratação é importante para estabilizar a paciente, especialmente considerando a hipotensão e desidratação, mas a prioridade inicial é tratar a causa da febre e infecção com antibióticos.

D - Dosagem de lactato sérico. O lactato sérico é um marcador importante de perfusão tecidual e pode indicar sepse grave, mas sua dosagem não é uma intervenção terapêutica e não deve atrasar o início da antibioticoterapia.

E - Droga vasoativa. As drogas vasoativas podem ser necessárias em casos de choque séptico refratário, mas antes disso, a correção da hipovolemia e a administração de antibióticos são passos iniciais mais apropriados.

Conclusão: Iniciar a antibioticoterapia de amplo espectro dentro da primeira hora é uma medida essencial e prioritária no manejo da paciente descrita, de acordo com protocolos de emergência em infecções graves pós-parto.

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