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Q1008398 Medicina
Uma mulher de 66 anos, tabagista, procura o pronto-socorro com queixa de disúria e cefaleia leve. Relata ter hipertensão tratada irregularmente. Ao exame: pulso: 82 bat/min e PA: 204 x 122 mmHg, com ausculta cardíaca e pulmonar normais, sem edemas, com pulsos centrais e periféricos palpáveis e simétricos. Feito o diagnóstico de hipertensão grave assintomática, a conduta mais adequada é
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Vamos analisar a questão sobre a conduta adequada em uma paciente com hipertensão grave assintomática. O tema central aqui é o manejo da hipertensão arterial, especialmente em casos onde não há sintomas agudos que indiquem uma emergência hipertensiva.

Justificativa para a alternativa correta (A): A conduta indicada é "reduzir a pressão arterial lentamente nas próximas 4 a 6 horas, até o limite de 160 x 100 mmHg".

Nesse caso específico, a paciente apresenta uma hipertensão grave assintomática, também conhecida como urgência hipertensiva. Em situações assim, a pressão está alta, mas não há dano agudo aos órgãos-alvo, como cérebro, coração ou rins, que caracterizaria uma emergência hipertensiva. Segundo diretrizes médicas, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a pressão arterial deve ser reduzida gradualmente para evitar complicações decorrentes de uma queda abrupta, como isquemia cerebral ou miocárdica.

Análise das alternativas incorretas:

B - Medicamento com benzodiazepínico e observar: Esta opção é inadequada para controle da pressão arterial. Benzodiazepínicos têm ação ansiolítica e sedativa, mas não controlam a hipertensão.

C - Redução rápida da pressão arterial até níveis normais em, no máximo, 2 horas: Esta abordagem é usada em emergências hipertensivas, onde há dano agudo aos órgãos-alvo. Na urgência hipertensiva, a redução deve ser gradual.

D - Medicamento com amlodipina sublingual: Amlodipina é um bloqueador de canal de cálcio útil no manejo crônico da hipertensão, mas não é indicada para uso sublingual ou em situações agudas, pois seu início de ação não é imediato.

E - Administração IV de diurético de alça seguida de nitroglicerina ou nitroprussiato: Esta abordagem é apropriada para emergências hipertensivas, onde uma redução rápida da pressão é necessária devido ao dano em órgãos-alvo, o que não é o caso apresentado.

Para resolver questões como esta, é importante reconhecer a diferença entre urgência e emergência hipertensiva, usando diretrizes clínicas para guiar a conduta terapêutica.

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A resposta correta é a alternativa A, que indica que a conduta mais adequada é reduzir a pressão arterial lentamente nas próximas 4 a 6 horas, até o limite de 160 x 100 mmHg. Isso porque a paciente apresenta hipertensão grave assintomática e uma redução rápida da pressão arterial pode levar a complicações, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Além disso, a redução gradual permite um controle mais efetivo da pressão arterial e uma diminuição dos riscos associados à hipertensão. Portanto, é importante que a paciente seja monitorada e tratada adequadamente para reduzir a pressão arterial de forma segura.

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