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Vamos analisar a questão sobre a conduta adequada em uma paciente com hipertensão grave assintomática. O tema central aqui é o manejo da hipertensão arterial, especialmente em casos onde não há sintomas agudos que indiquem uma emergência hipertensiva.
Justificativa para a alternativa correta (A): A conduta indicada é "reduzir a pressão arterial lentamente nas próximas 4 a 6 horas, até o limite de 160 x 100 mmHg".
Nesse caso específico, a paciente apresenta uma hipertensão grave assintomática, também conhecida como urgência hipertensiva. Em situações assim, a pressão está alta, mas não há dano agudo aos órgãos-alvo, como cérebro, coração ou rins, que caracterizaria uma emergência hipertensiva. Segundo diretrizes médicas, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a pressão arterial deve ser reduzida gradualmente para evitar complicações decorrentes de uma queda abrupta, como isquemia cerebral ou miocárdica.
Análise das alternativas incorretas:
B - Medicamento com benzodiazepínico e observar: Esta opção é inadequada para controle da pressão arterial. Benzodiazepínicos têm ação ansiolítica e sedativa, mas não controlam a hipertensão.
C - Redução rápida da pressão arterial até níveis normais em, no máximo, 2 horas: Esta abordagem é usada em emergências hipertensivas, onde há dano agudo aos órgãos-alvo. Na urgência hipertensiva, a redução deve ser gradual.
D - Medicamento com amlodipina sublingual: Amlodipina é um bloqueador de canal de cálcio útil no manejo crônico da hipertensão, mas não é indicada para uso sublingual ou em situações agudas, pois seu início de ação não é imediato.
E - Administração IV de diurético de alça seguida de nitroglicerina ou nitroprussiato: Esta abordagem é apropriada para emergências hipertensivas, onde uma redução rápida da pressão é necessária devido ao dano em órgãos-alvo, o que não é o caso apresentado.
Para resolver questões como esta, é importante reconhecer a diferença entre urgência e emergência hipertensiva, usando diretrizes clínicas para guiar a conduta terapêutica.
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