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Q1008397 Medicina
Um homem de 72 anos, com antecedente de infarto do miocárdio há 4 anos, com função renal normal, sem diagnóstico de hipertensão secundária, em tratamento de hipertensão grave com clortalidona, atenolol, olmesartana e amlodipina, em doses otimizadas, além de seguir as orientações não medicamentosas, persiste com pressões sistólica e diastólica acima da meta. Estudos mostraram que em situações semelhantes a medida mais efetiva é
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O tema central desta questão é o manejo da hipertensão arterial resistente. Trata-se de uma condição onde a pressão arterial de um paciente permanece elevada mesmo com o uso de três ou mais classes de anti-hipertensivos, incluindo um diurético, em doses otimizadas, e seguindo as recomendações não medicamentosas.

No caso apresentado, o paciente já está fazendo uso de clortalidona (um diurético tiazídico), atenolol (um beta-bloqueador), olmesartana (um bloqueador do receptor de angiotensina) e amlodipina (um bloqueador dos canais de cálcio), todos em doses otimizadas. A pressão arterial do paciente ainda está acima da meta, caracterizando uma situação de hipertensão resistente.

Com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e outras diretrizes internacionais, a adição de espironolactona é frequentemente recomendada como o próximo passo no tratamento da hipertensão resistente. A espironolactona é um antagonista do receptor de aldosterona que tem mostrado ser eficaz na redução da pressão arterial em casos de hipertensão resistente.

Alternativa A - acrescentar espironolactona: Esta é a alternativa correta. Estudos demonstram que a espironolactona é eficaz na redução da pressão arterial em pacientes com hipertensão resistente, principalmente quando já se está utilizando um diurético tiazídico.

Alternativa B - trocar clortalidona por furosemida: A troca de um diurético tiazídico por um diurético de alça como a furosemida não é recomendada como primeira linha para hipertensão resistente, pois os tiazídicos são mais eficazes na redução da pressão arterial para esse contexto específico.

Alternativa C - acrescentar um inibidor da ECA: Introduzir um inibidor da ECA junto com um bloqueador do receptor de angiotensina (olmesartana) não é recomendado devido ao risco aumentado de efeitos adversos, como hipercalemia e disfunção renal.

Alternativa D - trocar atenolol por bisoprolol: Embora o bisoprolol seja um beta-bloqueador mais seletivo, a troca não resolve a resistência à terapia, pois ambos pertencem à mesma classe de medicamentos.

Alternativa E - acrescentar doxazosina: A doxazosina é um alfa-bloqueador usado como terapia adicional para hipertensão, mas não é a primeira escolha em casos de hipertensão resistente, devido à sua eficácia comparativamente menor.

A chave para resolver questões como esta é entender as diretrizes de tratamento para hipertensão resistente e a farmacologia dos medicamentos envolvidos. É essencial estar atualizado com as recomendações das sociedades médicas relevantes.

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Comentários

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Nessa questão, a resposta correta é a alternativa A, que indica acrescentar espironolactona. Isso porque, apesar do paciente estar em tratamento com quatro anti-hipertensivos em doses otimizadas e seguir as orientações não medicamentosas, ele ainda persiste com pressões sistólica e diastólica acima da meta. A espironolactona é um diurético poupador de potássio que age na reabsorção de sódio e água nos túbulos renais, ajudando a reduzir a pressão arterial. Além disso, estudos têm mostrado que a espironolactona é eficaz em reduzir eventos cardiovasculares em pacientes com hipertensão resistente, como é o caso desse paciente com antecedente de infarto do miocárdio e hipertensão grave. As demais alternativas não são as mais efetivas nessa situação clínica específica.

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