Paciente do sexo feminino, 68 anos, em tratamento para oste...
Paciente do sexo feminino, 68 anos, em tratamento para osteoporose, comparece ao pronto atendimento com odinofagia intensa e dor retroesternal há três dias, associadas a febre baixa e mal-estar geral. Refere que os sintomas começaram subitamente após modificação recente de sua prescrição medicamentosa por reumatologista. Nega episódios prévios de refluxo gastroesofágico, mas possui relato de hérnia hiatal aos esforços em endoscopia realizada há um mês. A nova endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulcerada profunda, linear, com bordas bem definidas, localizada no terço médio do esôfago, sem sinais ativos de sangramento, porém com suspeita de perfuração mural.
Com base no quadro clínico e endoscópico, qual é o diagnóstico mais provável?
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O achado decisivo é a correlação entre a mudança recente de medicação em paciente em tratamento para osteoporose e a lesão ulcerada profunda, linear, bem delimitada no terço médio do esôfago, padrão clássico de esofagite medicamentosa (pill esophagitis); por isso, a alternativa C é a correta.
- Em odinofagia de início abrupto, procure primeiro um gatilho medicamentoso recente antes de assumir doença esofágica crônica.
- Úlcera bem delimitada no terço médio do esôfago favorece esofagite por comprimido; refluxo predomina distalmente.
- Tratamento de osteoporose é pista importante para bisfosfonato oral, causa clássica de esofagite medicamentosa.
- Suspeita de perfuração mural pode ser complicação da ulceração e não necessariamente ruptura espontânea tipo Boerhaave.
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