Com relação aos fatores de risco para o adenocarcinoma esof...

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Q4156763 Medicina

Com relação aos fatores de risco para o adenocarcinoma esofágico, assinale a alternativa correta.

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão cobra a distinção epidemiológica entre os subtipos histológicos do câncer de esôfago: no adenocarcinoma, obesidade e tabagismo são fatores de risco reconhecidos, enquanto álcool é mais típico do carcinoma espinocelular e o risco não é uniforme por sexo ou etnia. Isso torna correta a alternativa que aponta obesidade e tabagismo como associados a aumento significativo do risco.

Tema central: Risco no adenocarcinoma esofágico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe indevidamente o papel da DRGE. A DRGE crônica é fator de risco para adenocarcinoma esofágico, e Barrett é a principal lesão precursora reconhecida na sequência fisiopatológica refluxo crônico–Barrett–adenocarcinoma. Isso não autoriza afirmar que a associação exista apenas em pacientes com Barrett previamente identificado.
B
Errada
Está errada por misturar os perfis epidemiológicos dos subtipos histológicos. Álcool é fator de risco clássico sobretudo para carcinoma espinocelular do esôfago, não um dos principais fatores estabelecidos para adenocarcinoma esofágico. O erro aqui é tratar 'câncer de esôfago' como entidade única.
C
Errada
Está errada porque atribui causalidade direta inadequada ao uso crônico de IBP. Esofagite erosiva pode refletir DRGE mais intensa, mas IBP não é fator causal direto estabelecido de adenocarcinoma esofágico. O uso crônico do medicamento funciona como marcador de doença de base/tratamento, não como mecanismo carcinogênico direto.
D
Errada
Está errada porque nega diferenças epidemiológicas conhecidas. O adenocarcinoma esofágico tem predomínio nítido em homens e sua incidência não é uniforme entre grupos étnicos. Portanto, não se pode afirmar risco semelhante entre homens e mulheres nem ausência de variação étnica.
E
Certa
A alternativa E está correta porque obesidade e tabagismo são fatores de risco epidemiologicamente estabelecidos para adenocarcinoma esofágico. A obesidade se associa ao aumento do risco tanto por favorecer refluxo quanto por mecanismos metabólico-inflamatórios, e o tabagismo também aumenta esse risco. A base informa ainda que essa associação é significativa e compatível com relação dose-resposta, que é exatamente o núcleo da afirmação.
Pegadinha da questão
A banca mistura fatores de risco do adenocarcinoma com os do carcinoma espinocelular e ainda explora duas confusões frequentes: tomar Barrett como condição obrigatória previamente documentada para que a DRGE aumente risco e confundir uso de IBP com fator causal direto.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre adenocarcinoma de carcinoma espinocelular do esôfago antes de julgar fatores de risco.
  • Para adenocarcinoma, pense em refluxo crônico/Barrett, obesidade e tabagismo; não coloque álcool como fator principal desse subtipo.
  • Diferencie fator causal de marcador de doença de base: tratamento com IBP não equivale a aumento direto de risco.
  • Use a epidemiologia descritiva como critério de exclusão: adenocarcinoma esofágico não tem distribuição semelhante entre sexos nem uniforme entre grupos étnicos.

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