Durante endoscopia digestiva alta, é identificado um pólipo ...

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Q4156761 Patologia

Durante endoscopia digestiva alta, é identificado um pólipo gástrico hiperplásico de 1,2 cm com morfologia pediculada, em paciente sem sintomas e sem histórico familiar de câncer gástrico.



Qual das condutas a seguir é a mais apropriada?

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pólipos gástricos hiperplásicos com 1 cm ou mais devem ser removidos endoscopicamente; no caso, o achado mede 1,2 cm, o que favorece polipectomia.

Tema central: Pólipo hiperplásico gástrico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, diante de um pólipo gástrico hiperplásico de 1,2 cm, a conduta apropriada é a ressecção endoscópica. Nessa situação, a polipectomia é preferível à biópsia isolada ou à simples observação, pois permite avaliação histológica completa da lesão e evita subamostragem de possíveis focos de displasia ou carcinoma. A morfologia pediculada também facilita a exérese endoscópica.
B
Errada
Está errada porque é falso que polipectomia só esteja indicada em pólipos adenomatosos. O ponto decisivo da questão é justamente que pólipos gástricos hiperplásicos com 1 cm ou mais também têm indicação de ressecção. Fazer apenas biópsias dirigidas é inadequado porque pode haver subamostragem e perda de foco displásico ou neoplásico em uma lesão de 1,2 cm.
C
Errada
Está errada porque a investigação e eventual tratamento de Helicobacter pylori podem ser medidas complementares, mas não substituem a polipectomia quando o pólipo já tem critério de ressecção pelo tamanho. A possibilidade de regressão após erradicação não elimina a necessidade de remover e examinar histologicamente um pólipo hiperplásico de 1,2 cm.
D
Errada
Está errada porque o pressuposto médico é falso: pólipos hiperplásicos gástricos não têm risco zero de transformação maligna. Embora geralmente benignos, podem conter displasia e raramente carcinoma, e esse risco aumenta com o tamanho. Por isso, observar sem ressecar uma lesão de 1,2 cm com a justificativa de ausência de risco contraria o critério da questão.
E
Errada
Está errada porque a decisão não depende de documentar crescimento em seguimento, e sim do tamanho atual da lesão e do risco histológico associado. Um pólipo hiperplásico gástrico de 1,2 cm já preenche critério prático para polipectomia; adiar por um ano posterga desnecessariamente a definição diagnóstica e terapêutica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'hiperplásico' e 'inteiramente benigno', além da falsa ideia de que apenas pólipos adenomatosos devem ser removidos. Também induz erro ao oferecer H. pylori como se fosse conduta exclusiva.
Dica para questões semelhantes
  • Em pólipo gástrico hiperplásico, não trate o termo 'hiperplásico' como sinônimo de risco zero de displasia.
  • Quando o pólipo hiperplásico mede 1 cm ou mais, pense em ressecção endoscópica, não apenas em biópsia ou observação.
  • H. pylori pode ser investigação complementar relevante, mas não substitui a polipectomia quando já há indicação pela própria lesão.
  • Na prova, o tamanho atual do pólipo pesa mais na decisão do que ausência de sintomas ou de história familiar.

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