Paciente de 42 anos, HIV positivo, com contagem de CD4 infe...

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Q4156751 Medicina

Paciente de 42 anos, HIV positivo, com contagem de CD4 inferior a 50 células/mm3, apresenta odinofagia e disfagia progressiva há quatro dias. A EDA revela úlceras esofágicas profundas e bem definidas.



Considerando a hipótese de esofagite infecciosa, qual é a conduta mais adequada para coleta de amostras endoscópicas?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em paciente com HIV avançado, CD4 < 50 células/mm3 e úlceras esofágicas profundas e bem definidas, a hipótese principal é esofagite por CMV. Como o CMV acomete preferencialmente células da base da úlcera, a amostra diagnóstica deve ser obtida dessa região para histologia, com possibilidade de imuno-histoquímica; por isso, a alternativa D é a correta.

Tema central: Biópsia na esofagite por CMV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque biópsia do bordo da úlcera é a estratégia clássica para HSV, não para CMV. No caso descrito, a suspeita principal é CMV, e a coleta correta deve ser feita na base da úlcera.
B
Errada
Está errada porque cultura viral não é o método diagnóstico de escolha neste cenário. O diagnóstico de esofagite viral invasiva se apoia na biópsia do tecido lesado com histologia, podendo haver complemento por imuno-histoquímica.
C
Errada
Está errada porque PCR viral em sangue periférico não substitui a biópsia endoscópica para diagnóstico de esofagite por CMV. Exame sistêmico não comprova sozinho doença localizada no esôfago.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro clínico-endoscópico é típico de esofagite por CMV em imunossupressão avançada: CD4 muito baixo e úlceras profundas, bem delimitadas. Nessa situação, o diagnóstico depende de biópsia da base da úlcera, onde se localizam as células infectadas, com histologia e eventual imuno-histoquímica para confirmação.
E
Errada
Está errada porque o padrão endoscópico descrito não sugere candidíase esofágica como hipótese principal. Candida costuma produzir placas esbranquiçadas aderidas, e não úlceras profundas bem definidas.
Pegadinha da questão
A banca explorou a troca entre os locais de biópsia: HSV pede bordo da úlcera; CMV pede base. O CD4 < 50 células/mm3 e as úlceras profundas apontam para CMV e direcionam a coleta para a base.
Dica para questões semelhantes
  • Em HIV avançado com CD4 muito baixo e úlceras esofágicas profundas, pense primeiro em CMV.
  • Associe o agente ao local de coleta: CMV na base da úlcera; HSV na borda.
  • Para esofagite viral invasiva, valorize confirmação tecidual no órgão-alvo; exame sanguíneo não substitui biópsia.
  • Não trate odinofagia em HIV como candidíase automaticamente: a morfologia endoscópica é o que direciona a hipótese.

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