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Q4156749 Medicina

Em relação ao diagnóstico endoscópico das esofagites e às indicações de biópsia esofágica, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A biópsia esofágica é seletiva, não rotineira: está indicada quando há achados endoscópicos atípicos ou complicados, como úlceras profundas e lesão nodular, ou quando há disfagia mesmo sem erosões visíveis, situação em que a histologia pode identificar etiologias como esofagite eosinofílica, infecciosa ou neoplasia; por isso, a alternativa B é a correta.

Tema central: Indicação de biópsia esofágica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma em regra absoluta a dispensa de biópsia em imunossuprimidos. Embora erosões distais típicas possam sugerir refluxo, a imunossupressão aumenta o peso de etiologias infecciosas e outras causas atípicas, o que eleva a necessidade de investigação etiológica dirigida. Portanto, não se pode afirmar que a biópsia é dispensável mesmo nesse grupo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve exatamente os cenários em que a biópsia deixa de ser desnecessária e se torna necessária para definição etiológica. Úlceras profundas e lesão nodular não correspondem ao padrão simples de esofagite erosiva típica por refluxo e exigem amostragem tecidual para afastar doença infecciosa, neoplásica ou outra causa de lesão complicada. Além disso, disfagia é um dado clínico que pode indicar doença mucosa mesmo com endoscopia sem erosões, situação em que a biópsia pode revelar causas não detectáveis apenas pelo aspecto macroscópico, como esofagite eosinofílica.
C
Errada
Está errada porque a biópsia não é exame confirmatório rotineiro da DRGE erosiva típica. Quando o padrão endoscópico é compatível com esofagite erosiva distal por refluxo, o diagnóstico costuma ser endoscópico, sem necessidade de confirmação histológica sistemática. Fazer biópsia em todos os casos contraria o critério de indicação seletiva.
D
Errada
Está errada porque nega utilidade clínica à classificação de Los Angeles. Pela base, essa classificação padroniza a gravidade da esofagite erosiva e se relaciona com maior exposição ácida e maior gravidade do dano por refluxo, ainda que não explique sozinha todos os sintomas. Logo, dizer que não possui correlação clínica significativa com exposição ácida é falso.
E
Errada
Está errada porque propõe biópsia universal de esôfago com mucosa endoscopicamente normal para rastreio de Barrett em todo paciente com pirose crônica. A base afirma que o rastreio não é universal e depende de perfil de risco; além disso, a biópsia para Barrett se orienta pela identificação endoscópica de mucosa colunar suspeita acima da junção esofagogástrica, não por biópsia aleatória obrigatória em mucosa normal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre esofagite erosiva típica por refluxo, que não exige biópsia de rotina, e situações de alarme ou atipia, nas quais a histologia passa a ser indicada; também usou termos absolutos como "rotineiramente", "sempre" e "dispensa" para induzir erro.
Dica para questões semelhantes
  • Diante de erosões distais típicas de refluxo, pense em diagnóstico endoscópico sem biópsia confirmatória de rotina.
  • Se aparecerem úlcera profunda, nodularidade, massa, irregularidade importante ou disfagia, mude a chave para investigação histológica.
  • Mucosa sem erosões não exclui doença esofágica relevante quando há disfagia.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos em temas de indicação de biópsia e rastreamento.

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