Paciente do sexo masculino, 48 anos, procurou atendimento em...

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Q4156747 Medicina

Paciente do sexo masculino, 48 anos, procurou atendimento em consultório pois foi submetido a endoscopia digestiva alta como parte de investigação de anemia ferropriva. O exame revelou uma lesão subepitelial arredondada, de 1,8 cm, recoberta por mucosa de aspecto normal e presença de uma discreta umbilicação central, localizada na curvatura maior do antro gástrico. O paciente está assintomático, e não há histórico de dor abdominal, sangramentos ou sintomas obstrutivos.



Diante desse achado, qual é a conduta mais apropriada?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Lesão subepitelial antral pequena, na curvatura maior, com mucosa normal e umbilicação central é o padrão clássico de pâncreas ectópico gástrico; em paciente assintomático, isso favorece conduta conservadora, sem estadiamento, ressecção ou investigação invasiva rotineira.

Tema central: Pâncreas ectópico gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. TC para estadiamento exige suspeita ou confirmação de neoplasia com potencial de disseminação. Aqui, o aspecto descrito não sustenta esse raciocínio: lesão subepitelial pequena, antral, em grande curvatura, com mucosa normal e umbilicação central é mais compatível com pâncreas ectópico do que com tumor a ser estadiado.
B
Errada
Incorreta. EUS é útil quando há dúvida diagnóstica, sinais de risco, crescimento, sintomas ou necessidade de definir melhor a camada de origem em lesão não típica. Nesta questão, o padrão endoscópico é classicamente benigno e o paciente está assintomático, então a melhor conduta não é investigação adicional rotineira.
C
Errada
Incorreta. Biópsia bite-on-bite tem baixa utilidade em lesões subepiteliais recobertas por mucosa normal, porque a amostra superficial pode não alcançar o tecido responsável pela lesão. Além disso, no caso descrito, o resultado não mudaria a conduta inicial, já que o aspecto é típico de pâncreas ectópico benigno. A anemia ferropriva não pode ser atribuída a essa lesão sem ulceração ou sangramento descritos.
D
Errada
Incorreta. Ressecção endoscópica por risco de malignidade não se sustenta porque o enunciado não traz elementos de alto risco. Ao contrário, descreve uma lesão pequena, assintomática e com aspecto típico benigno. Indicar ressecção nesse cenário seria excesso terapêutico e parte de uma premissa errada de que a lesão seja neoplásica.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o conjunto morfologia + topografia + contexto clínico favorece fortemente pâncreas ectópico, entidade geralmente benigna e incidental. A umbilicação central em lesão subepitelial antral de mucosa normal é um achado clássico, e o enunciado não traz dor, sangramento, obstrução, crescimento ou sinais endoscópicos de alarme. Nesse cenário, não há base para tratar como neoplasia nem para indicar investigação invasiva rotineira; a conduta mais apropriada é expectante.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar toda lesão subepitelial gástrica como GIST e usar a anemia ferropriva como se provasse sangramento da lesão, apesar de o achado endoscópico ser típico de pâncreas ectópico e não haver ulceração nem estigmas hemorrágicos descritos.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão subepitelial gástrica, valorize primeiro a combinação topografia + aspecto da mucosa + presença de umbilicação central antes de partir para condutas invasivas.
  • Antro/gande curvatura com mucosa normal e depressão central sugere fortemente pâncreas ectópico.
  • EUS, biópsia ou ressecção ganham força quando há dúvida diagnóstica, sintomas, crescimento ou sinais de alarme; em lesão típica e assintomática, a tendência é observação.
  • Não atribua anemia à lesão subepitelial sem evidência endoscópica de sangramento relacionado ao nódulo.

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