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Q4156743 Medicina

Com relação ao risco de perfuração durante a dilatação endoscópica de estenoses do trato digestivo alto, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a comparação entre estenoses benignas e malignas: na dilatação endoscópica do trato digestivo alto, as estenoses malignas têm maior risco de perfuração por apresentarem parede infiltrada, mais rígida, friável e distorcida, o que sustenta o gabarito A.

Tema central: Risco de perfuração na dilatação esofágica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a perfuração durante dilatação esofágica é complicação incomum, mas o risco aumenta nas estenoses malignas em comparação com as benignas. Isso ocorre pela infiltração tumoral, pela menor complacência da parede, pela friabilidade tecidual e pela distorção anatômica local, que elevam a chance de ruptura transmural.
B
Errada
Está errada porque isquemia não protege contra perfuração. Ao contrário, indica pior perfusão e maior fragilidade da área estenosada, aumentando a vulnerabilidade à lesão mecânica durante a dilatação, inclusive em estenoses pós-operatórias.
C
Errada
Está errada porque a dilatação pneumática da acalasia com balão de 35 mm não tem risco de perfuração inferior a 1% nos termos afirmados. O risco é reconhecido e não desprezível, variando com técnica, experiência e escalonamento do diâmetro.
D
Errada
Está errada porque, na esofagite eosinofílica, a dilatação pode ser indicada em contexto fibroestenosante ou de disfagia persistente; perfuração é rara e não costuma superar 5%. Além disso, a ausência de comprovação histológica de controle inflamatório não configura, por si só, contraindicação relativa formal à dilatação como a alternativa afirma.
E
Errada
Está errada porque a 'regra de 3' é uma prática técnica tradicional de progressão gradual com velas, mas não há comprovação robusta de que reduza o risco de perfuração nem respaldo amplo da literatura nesses termos categóricos.
Pegadinha da questão
A banca misturou situações que exigem cautela técnica com afirmações falsas: isquemia foi apresentada como protetora, a esofagite eosinofílica teve o risco superestimado, a acalasia com balão de 35 mm teve o risco subestimado e a regra de 3 foi tratada como proteção comprovada.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão comparar estenose benigna e maligna, pense na qualidade da parede: infiltração, friabilidade, rigidez e distorção anatômica aumentam o risco de perfuração.
  • Isquemia de segmento estenosado deve ser lida como marcador de tecido vulnerável, não como fator protetor para dilatação.
  • Em acalasia, desconfie de alternativas que minimizem demais o risco de perfuração com balões maiores, especialmente 35 mm.
  • Não confunda tradição técnica com evidência robusta: a regra de 3 é prática histórica, mas não prova categórica de redução de perfuração.

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