Um paciente de 28 anos, previamente hígido, apresenta uma pr...
Gabarito comentado
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Tema central: O enunciado aborda proctite infecciosa — inflamação do reto, geralmente causada por agentes transmitidos sexualmente, de particular relevância para a Proctologia. A caracterização clínica do quadro orienta o diagnóstico etiológico.
Justificativa da alternativa correta (C - Chlamydia trachomatis L1, L2, L3):
O diagnóstico mais provável é o Linfogranuloma Venéreo (LGV), causado pelos sorotipos L1, L2 ou L3 da Chlamydia trachomatis. O LGV é uma IST clássica, frequentemente associada à proctite grave, com evolução para úlceras dolorosas, linfadenopatia unilateral dolorosa (às vezes com abscesso), e sintomas gerais, como febre e tenesmo.
Destaques do quadro clínico:
• Úlceras dolorosas retal/anorretais de bordas irregulares
• Linfadenopatia inguinal unilateral dolorosa (pode supurar)
• Febre, saída de secreção purulenta, presença de tenesmo
Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde (2022), Seção LGV: “É frequente proctite intensa com dor, tenesmo, sangramento e linfadenomegalia inguinal unilateral acometendo principalmente HSH.”
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) Treponema pallidum: Agente da sífilis, cuja lesão primária é o cancro duro – úlcera geralmente única, indolor e sem inflamação purulenta intensa. Não cursa com abscesso linfonodal.
B) Klebsiella granulomatis: Causa o donovanose, infecção caracterizada por úlceras genitais crônicas indolores que não evoluem com linfadenopatia dolorosa ou proctite intensa.
D) Herpes simplex vírus (HSV-2): Herpes anogenital tipicamente inicia como vesículas dolorosas agrupadas, que evoluem para pequenas úlceras. O paciente nega presença de vesículas ou lesões prévias — o que afasta o diagnóstico, além da linfadenopatia ser bilateral e mais discreta.
Dica para provas: Fique atento à combinação de sintomas: proctite intensa, linfadenopatia dolorosa, ausência de vesículas. Isso diferencia LGV de herpes e cancros ulcerados, evitando pegadinhas.
Resumo: O padrão clínico descrito no caso é típico de LGV por Chlamydia trachomatis (L1, L2, L3), conforme protocolos nacionais e evidência científica (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed., cap. 183).
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