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Q3449405 Medicina
Um paciente de 50 anos, imunossuprimido, apresenta dor anal crônica associada a sangramento discreto. Ao exame físico, identifica-se uma fissura anal lateral, de bordas endurecidas e fundo irregular. Diante desse quadro, a conduta mais adequada é: 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico e a conduta frente à fissura anal atípica em paciente imunossuprimido. O ponto-chave é reconhecer quando a lesão foge do padrão benigno e exige investigação de causas infecciosas ou neoplásicas.

Justificativa da alternativa correta (D): Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: “Fissuras laterais, de bordas endurecidas e fundo irregular em pacientes imunossuprimidos são consideradas atípicas, devendo ser investigadas com biópsia e sorologias” (Diretriz de Fissura Anal, seção Diagnóstico diferencial). Isso porque tais lesões podem indicar doenças como carcinoma de borda anal, doenças infecciosas (sífilis, HIV, TB) ou doença inflamatória intestinal.

O Manual MSD reforça: “Fissuras crônicas e laterais devem ser diferenciadas do câncer anal e lesões infecciosas, principalmente em imunossuprimidos.”

Estratégia de prova: Sempre que a questão mencionar fissura anal fora da linha média, de aspecto alterado (bordas endurecidas/fundo irregular), especialmente em paciente imunossuprimido, desconfie de causas secundárias e priorize investigação etiológica — biópsia e exames complementares. Isso é diferente do manejo clássico das fissuras benignas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Medidas conservadoras, como banhos de assento e dieta, são indicadas em fissuras típicas (linha média, bordas finas), mas não são adequadas para lesões atípicas, que podem ocultar doenças graves. Perder tempo sem investigar pode atrasar diagnóstico de neoplasia ou infecção ativa.

B) Errada. Esfincterotomia é opção em fissura crônica típica por hipertonia esfinctérica, mas não deve ser primeira escolha diante de lesão atípica e imunossupressão. Realizar procedimento cirúrgico sem descartar neoplasia ou infecção pode ser prejudicial.

C) Errada. Bloqueadores de canal de cálcio tópicos auxiliam apenas em fissuras benignas recorrentes; não resolvem casos suspeitos de malignidade ou doenças infecciosas. A conduta inicial deve ser sempre investigar o diagnóstico etiológico.

Evidências e protocolo: “Fissuras resistentes ao tratamento requerem investigação mais minuciosa, com exames endoscópicos, biópsia da lesão e sorologias” (Diretriz AMB; Distúrbios Ano-retais, MSD).

Resumo prático: Fissuras anais atípicas em imunossuprimidos sempre exigem biópsia e exames específicos, afastando infecções graves e câncer, antes de qualquer terapia padrão.

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