Durante a ressuscitação cardiopulmonar, após obter via aére...
Gabarito comentado
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Gabarito: E — qualidade da ressuscitação cardiopulmonar.
Tema central: uso da capnografia (PETCO2/ETCO2) durante a RCP. O ETCO2 reflete o CO2 exalado ao final da expiração e, na parada, correlaciona-se com o fluxo sanguíneo gerado pelas compressões (débito cardíaco) e com a ventilação. Por isso, é ferramenta para confirmar posicionamento do TOT e para monitorar a efetividade da RCP.
Por que a alternativa E está correta? Durante RCP, valores de ETCO2 tendem a subir com compressões eficazes e cair quando as compressões são rasas, lentas ou interrompidas. Diretrizes AHA/ILCOR recomendam usar o ETCO2 para otimizar compressões: se ETCO2 < 10 mmHg, melhorar qualidade da RCP (profundidade, frequência, minimização de pausas). Um aumento súbito e sustentado do ETCO2 para 35–45 mmHg geralmente indica ROSC. Fontes: AHA 2020/2023; ILCOR 2020; UpToDate.
Análise das alternativas incorretas
A) ETCO2 não “determina a pressão arterial”. Embora exista correlação com fluxo/pulmão (débito), não mede PA. Pressão requer monitor arterial ou métodos não invasivos. Assim, extrapola o que a capnografia fornece.
B) “Retorno da circulação espontânea quando há redução abrupta de ETCO2.” É o oposto: ROSC cursa com elevação súbita e sustentada do ETCO2 (ex.: de 10–15 para 35–45 mmHg), pela restauração do débito. Queda abrupta sugere piora das compressões, hiperventilação, deslocamento do TOT ou queda do fluxo. Pegadinha: associe R de ROSC = Rise (subida) do CO2.
C) “Prognóstico adverso se ETCO2 > 35 mmHg.” Na verdade, ETCO2 persistentemente baixo (≈<10 mmHg após 20 min) está associado a mau prognóstico e baixa chance de ROSC; ETCO2 > 35 mmHg sugere compressões eficazes/ROSC. Portanto, a lógica está invertida. (AHA 2020; UpToDate).
D) “Necessidade de maior aporte de oxigênio.” Na RCP, indica-se FiO2 100% de rotina; o ETCO2 monitora ventilação/perfusão, não oxigenação. A decisão sobre O2 não se baseia no ETCO2 durante a parada (após ROSC, titula-se O2 pela SpO2/PaO2).
Dicas de prova
- ETCO2 é o melhor marcador contínuo da qualidade das compressões: busque mantê-lo o mais alto possível, idealmente ≥ 10–20 mmHg; aumente profundidade/frequência e reduza pausas se estiver baixo.
- ROSC = subida súbita do ETCO2; persistência < 10 mmHg por tempo prolongado sugere mau prognóstico.
- Confirmação do TOT: presença de onda capnográfica sustentada por ≥ 3–5 ventilações indica posicionamento traqueal.
Referências essenciais: AHA Guidelines for CPR and ECC 2020/2023; ILCOR 2020; UpToDate (Advanced cardiac life support: Airway management and capnography).
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