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Q3510194 Medicina
Homem, de 75 anos, portador de fibrilação atrial permanente, é hipertenso e usa rivaroxabana. Não é tabagista nem diabético. Apresenta infarto agudo do miocárdio, sem supradesnivelamento do segmento ST, sendo tratado com angioplastia de artéria descendente anterior e artéria coronária direita, não tendo lesões residuais. Após início de estatina, atinge LDL menor que 40 mg/dL.

Qual a orientação correta em relação ao uso de AAS, clopidogrel e anticoagulante na internação, entre um mês e um ano e após um ano do evento, respectivamente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: O caso aborda o manejo antitrombótico em um paciente idoso, com fibrilação atrial permanente, submetido a angioplastia após IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST), fazendo uso prévio de rivaroxabana. O foco é selecionar a sequência correta de antiagregantes plaquetários e anticoagulante ao longo do tempo.

Justificativa da alternativa correta (C):

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2021 (seção Terapia antitrombótica), em pacientes com FA submetidos à ICP:

  • Durante a internação: Indica-se terapia tripla (AAS + inibidor de P2Y12 - clopidogrel + anticoagulante) para reduzir o risco de trombose do stent e eventos tromboembólicos.
  • Entre 1 mês e 1 ano: Após fase de maior risco hemorrágico, retira-se o AAS, mantendo clopidogrel e anticoagulante, diminuindo o risco de sangramento.
  • Após 1 ano: Mantém-se apenas o anticoagulante para prevenção de AVC e eventos tromboembólicos pela FA.

Essa conduta segue estudos robustos, como AUGUSTUS e ENTRUST-AF PCI, que mostraram segurança na redução do tempo da terapia tripla.

Análise das alternativas:

  • A: Diz para manter AAS e rivaroxabana entre 1 mês e 1 ano, negligenciando o clopidogrel, indo contra o recomendado.
  • B: Omissão do anticoagulante durante a internação, o que aumenta o risco de eventos tromboembólicos em pacientes com FA.
  • D: Propõe tripla terapia prolongada entre 1 mês e 1 ano, exacerbando o risco de sangramento sem melhora no benefício isquêmico.
  • E: Inclui tripla terapia além do necessário e na sequência errada, divergindo das diretrizes e aumentando complicações hemorrágicas.

Dica para provas:

Evite distrações: Sempre analise o tempo após o evento agudo e se a manutenção de aspirina é realmente necessária. Pegadinhas clássicas envolvem prolongar a tripla terapia além do recomendado ou retirar o anticoagulante em pacientes com FA.

Resumo:
A alternativa C está correta: AAS, clopidogrel e anticoagulante (internação); clopidogrel e rivaroxabana (entre 1 mês e 1 ano); rivaroxabana (após 1 ano), conforme melhores evidências e diretrizes nacionais.

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