Na avaliação pré-implante percutâneo de valva aórtica, qual...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Avaliação prévia de fatores de risco para bloqueio atrioventricular (BAV) após implante percutâneo de valva aórtica (TAVI).
Justificativa da alternativa correta (D) Comprimento do septo perimembranoso):
O sistema de condução cardíaco, especialmente o feixe de His, localiza-se muito próximo ao septo perimembranoso. Durante o TAVI, a prótese pode comprimir essa região, provocando lesão e possível BAV, complicação frequente do procedimento. Um septo perimembranoso mais longo indica maior área vulnerável ao contato e compressão, elevando o risco de bloqueios.
Segundo publicações recentes e consenso internacional, a análise anatômica detalhada, especialmente do septo perimembranoso, é fundamental para antecipar complicações de condução no pós-TAVI. Conforme citado em revisão da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “O sistema de condução atravessa o septo membranoso e pode ser comprimido pela prótese aórtica, principalmente quando há extensão do septo perimembranoso” (Diretriz Brasileira de Valvopatias, 2020).
Análise das alternativas incorretas:
A) Medida do anel valvar aórtico – eixo maior: Importante para dimensionamento da prótese e vedação, mas não determina o risco de BAV.
B) Altura dos óstios das artérias coronárias: Parâmetro utilizado para evitar oclusão coronária durante o implante, não interfere no risco de bloqueio do sistema de condução.
C) Medida do anel valvar aórtico – eixo menor: Relacionada também a adaptação da prótese, mas sem vínculo direto com o sistema de condução.
E) Presença de insuficiência aórtica: É critério de indicação ou exclusão, mas não impacta diretamente o risco de BAV pós-TAVI.
Estratégia para a prova: Atenção à análise anatômica nas questões de complicação pós-TAVI. Termos como “septo membranoso” e “sistema de condução” sinalizam associação ao bloqueio de ramo ou BAV – importante para o diagnóstico diferencial no contexto do procedimento.
Citações e protocolos:
Segundo a Diretriz Brasileira de Valvopatias – SBC, p.41: “O risco de distúrbios de condução está relacionado à extensão do septo membranoso.”
Além disso, o UpToDate destaca: “A anatomia do septo membranoso é fator-chave na estratificação de risco de BAV após TAVI.”
Resumo: Separe o raciocínio clínico: quanto mais próximo e extenso for o septo perimembranoso, maior o risco para lesões do sistema de condução, justificando a escolha da alternativa D.
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