Uma vez que se encontra na forma de pó, o hidróxido de cálc...
Uma vez que se encontra na forma de pó, o hidróxido de cálcio deve ser associado a uma outra substância que permita sua veiculação para o interior do sistema de canais radiculares.
Assinale a alternativa que contém veículo inerte hidrossolúvel aquoso, que pode ser associado ao pó hidróxido de cálcio.
Gabarito comentado
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Tema central: escolha do veículo para o hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂) em medicação intracanal. Veículos hidrossolúveis aquosos (água destilada, soro fisiológico, soluções anestésicas) são considerados inertes e promovem rápida dissociação iônica, elevando o pH mais depressa, porém com menor tempo de liberação.
Gabarito: A — Soluções anestésicas.
Por que está correta? Soluções anestésicas (ex.: lidocaína 2%, preferencialmente sem vasoconstrictor) são veículos aquosos e inertes, facilitam a manipulação do pó e favorecem a liberação de íons Ca²⁺ e OH⁻, potencializando o efeito antimicrobiano do Ca(OH)₂ no curto prazo. Essa indicação é clássica em Endodontia (Cohen’s Pathways of the Pulp; Ingle’s Endodontics; Estrela, Endodontic Science).
Análise das alternativas incorretas
B - Polietilenoglicol (PEG): embora hidrofílico, é um veículo viscoso, não “aquoso”. Prolonga a liberação iônica e a permanência do medicamento, mas não atende ao critério de hidrossolúvel aquoso inerte pedido. Serve quando se deseja maior tempo de ação, não quando se quer rápida dissociação (Cohen’s; Ingle’s).
C - Sulfato de bário: é um radiopacificador, sólido e inerte, usado para dar radiopacidade às pastas, mas não é veículo. Não promove veiculação do pó para o canal por si só.
D - Iodeto de potássio iodetado: soluções iodadas (ex.: Lugol) têm atividade antisséptica, logo não são inertes. Além disso, não são veículos de rotina para Ca(OH)₂ em endodontia por risco de irritação e coloração.
E - Clorexidina: é antisséptico catiônico (0,12–2%), aquoso porém não inerte. Pode ser usado como veículo em algumas situações, mas há relatos de interações com o Ca(OH)₂ e perda de atividade da clorexidina; não se enquadra como “veículo inerte hidrossolúvel aquoso” (Cohen’s; revisões de literatura).
Estratégia de prova: destaque as palavras-chave “inertes” e “hidrossolúveis aquosos”. Pense em água/soro/solução anestésica. Descarte itens com ação farmacológica (clorexidina, iodo) ou que sejam aditivos (sulfato de bário) e veículos viscosos (PEG).
Dica prática: Se o objetivo é rápida elevação de pH, prefira veículo aquoso (ex.: solução anestésica). Se busca maior tempo de ação, opte por veículo viscoso (ex.: PEG/propilenoglicol).
Referências: Cohen’s Pathways of the Pulp; Ingle’s Endodontics; Estrela C. Endodontic Science. Diretrizes e consensos de Endodontia adotam essa classificação de veículos e suas implicações clínicas.
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