A causa mais comum de priapismo não isquêmico é
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Tema central: O assunto central é priapismo não isquêmico, também conhecido como priapismo de alto fluxo. Para resolvê-la, o candidato precisa diferenciar as causas de priapismo isquêmico e não isquêmico, reconhecendo apresentações clínicas e fatores etiológicos.
Justificativa da alternativa correta (D - trauma perineal):
De acordo com o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira, o priapismo não isquêmico resulta principalmente de trauma perineal ou peniano. Esses traumas criam uma fístula arteriolacavernosa, permitindo entrada direta do sangue arterial nos corpos cavernosos, com retorno venoso mantido.
Clinicamente, o priapismo não isquêmico costuma ser indolor, a ereção é parcial a total, o sangue aspirado mostra-se vermelho vivo (sangue arterial) e há ausência dos sinais de isquemia e dor intensa típicos do priapismo de baixo fluxo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Anemia falciforme: Causa tradicional de priapismo isquêmico, pois as hemácias falcizadas provocam obstrução vascular e estase nos corpos cavernosos. É o subtipo mais comum em crianças e adolescentes, porém não no alto fluxo.
B) Injeção intracavernosa de vasodilatadores: Frequentemente relacionada ao baixo fluxo pelo excesso de estímulo farmacológico, levando à estase e hipóxia tecidual.
C) Uso de cocaína: Atua por vasoconstrição e aumento do risco trombótico, também inclinando para priapismo isquêmico.
E) Inibidores da fosfodiesterase 5: Apesar de poderem estar associados a priapismo, são considerados causas raras, quase sempre de tipo isquêmico.
Dica de prova: Palavras como “não isquêmico” e “trauma” devem acionar o raciocínio automático para esse mecanismo. Cuidado com a recorrência de causas como anemia falciforme, que é muito habitual nas questões de priapismo, mas não se aplica à variante de alto fluxo.
Protocolos de referência: O “Projeto Diretrizes” destaca: “O priapismo não isquêmico (alto fluxo) é mais frequentemente causado por trauma perineal, frequentemente relacionado a uma lesão arteriolacavernosa.” (p. 3)
Resumo: O diagnóstico diferencial se faz pelo quadro clínico indolor, exame de sangue cavernosal e, se necessário, doppler peniano. O tratamento costuma ser conservador, com embolização seletiva para casos persistentes.
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