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Q1883605 Medicina
Paciente com tumor em teto da bexiga é submetido a uma ressecção transuretral. No pós-operatório apresentou dor pélvica e distensão abdominal. A tomografia computadorizada com contraste venoso mostra enchimento vesical e presença de pouco contraste entre as alças intestinais.

A conduta imediata é
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Tema central da questão: O caso aborda complicação aguda pós-ressecção transuretral (RTU-V) de tumor vesical, especificamente a perfuração da bexiga com extravasamento urinário para a cavidade abdominal. Reconhecê-la imediatamente e agir, conforme protocolos, é determinante para o prognóstico do paciente.

Justificativa da alternativa correta (C):
A presença de dor pélvica, distensão abdominal e achados tomográficos compatíveis com extravasamento vesical após RTU indicam perfuração significativa da bexiga. O achado de contraste entre as alças intestinais sugere que a urina extravasou para a cavidade peritoneal, aumentando o risco de peritonite e outras complicações graves.
Segundo o texto: “No intraoperatório, pode ocorrer uma perfuração da bexiga [...] em casos mais graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica por via abdominal para encerramento da bexiga.” (Ressecção Transuretral da Bexiga - Instituto de Urologia Oncológica).
Portanto, a conduta imediata é a cirurgia aberta abdominal (laparotomia) para correção da lesão vesical e investigação de possíveis lesões associadas (alternativa C), proporcionando o reparo anatômico, controle do extravasamento urinário e prevenção de complicações.

Análise das alternativas incorretas:

A) Cateter vesical prolongado: Apenas indicado em pequenas perfurações extraperitoneais sem repercussão clínica importante. O quadro apresentado é grave!

B) Cistoscopia: Tem utilidade diagnóstica, mas, diante de quadro agudo grave, NÃO é prioridade frente ao risco de infecção/peritonite.

D) Antibioticoterapia/observação clínica: Medidas adjuvantes, mas NÃO substituem o tratamento cirúrgico imediato em perfurações extensas intraperitoneais.

E) Uretrocistografia retrógrada: Exame complementar, porém, em cenário de emergência clínica com instabilidade e peritonite em potencial, não retardar a cirurgia!

Dicas de prova e interpretação: Atenção às palavras-chave: “distensão abdominal”, “presença de contraste entre as alças”, “pós-operatório imediato”. Essas informações sugerem complicação grave, exigindo abordagem cirúrgica.
Evite distrações: exames diagnósticos e observação são inadequados quando já existe diagnóstico evidente de lesão maior.

Referências e fontes confiáveis:
Manuais cirúrgicos renomados como Campbell-Walsh Urology e diretrizes clínicas nacionais corroboram a necessidade de cirurgia em perfurações vesicais intraperitoneais.

Resumo: Reconheça rapidamente o quadro clínico de perfuração vesical significativa pós-RTU-V. Em casos graves, cirurgia imediata é o tratamento padrão para evitar complicações fatais.
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A resposta correta para a questão é a alternativa C - cirurgia por via abdominal para correção da lesão vesical e investigação de outras lesões associadas. A presença de dor pélvica e distensão abdominal no pós-operatório, associada à dificuldade de preenchimento vesical e pouco contraste entre as alças intestinais na tomografia computadorizada com contraste venoso, sugere a possibilidade de uma lesão vesical importante e a necessidade de intervenção cirúrgica imediata. A colocação de um cateter vesical pode aliviar temporariamente os sintomas, mas não resolve o problema primário. A cistoscopia e a uretrocistografia podem ser realizadas para avaliar a extensão da lesão, mas a cirurgia é a conduta mais adequada para correção da lesão e investigação de outras possíveis lesões associadas. A antibioticoterapia pode ser necessária, dependendo da causa da lesão vesical.

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