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Q1883593 Medicina
Paciente com lesão ulcerada glandar há alguns meses. Biópsia da mesma mostra carcinoma de células escamosas. O exame clínico e a ressonância magnética sugerem estadiamento T2, sem envolvimento dos corpos cavernosos.

Assinale o tratamento inicial recomendado.
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Tema central: A questão aborda o tratamento inicial do carcinoma de células escamosas de pênis, focalizando o paciente com lesão ulcerada restrita à glande, estadiamento T2, sem envolvimento dos corpos cavernosos.

Justificativa da alternativa correta (C – Glandectomia):
Segundo as diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB) e manuais do INCA, a glandectomia é indicada para tumores T2 confinados à glande ou corpo esponjoso, mantendo margens cirúrgicas livres e possibilitando a preservação do órgão sem sacrificar o controle da doença.
Trecho das diretrizes: “A glandectomia está indicada para lesões restritas à glande, sem atingimento cavernoso, garantindo margem oncológica.” Assim, evita-se uma amputação peniana mais extensa, preservando funcionalidade e autoestima do paciente — fundamental em oncologia urológica.

Análise das alternativas incorretas:

A) Amputação parcial: Só indicada se o tumor invadir além da glande ou envolver parte dos corpos cavernosos, o que não é o caso aqui. Seria uma abordagem excessiva, sem vantagem oncológica.

B) Amputação total: Reservada para doença avançada com invasão extensa dos corpos cavernosos ou penetração próxima da base peniana. Não é a opção inicial para tumores restritos à glande (T2 sem envolvimento cavernoso).

D) Terapia com LASER: Aplicada em lesões muito superficiais, geralmente carcinoma in situ (Tis) ou tumores menores que T1. Não oferece segurança oncológica em T2, risco elevado de recidiva local.

E) Excisão da lesão e plástica para recobertura da glande: Procedimento conservador demais para doença T2, sem garantia de remoção adequada do tumor. Restringe-se a neoplasias superficiais.

Dicas de prova:
Atenção ao estadiamento: Saber diferenciar T1 (tumor superficial) de T2 (invasão esponjosa, mas não cavernosa) é crucial. Palavras-chave como "sem envolvimento dos corpos cavernosos" guiam para procedimentos menos radicais. Cuidado com alternativas que sugerem tratamentos excessivos ou subtratamento — busque sempre correspondência entre localização do tumor, estadiamento e extensão cirúrgica, conforme recomendam as diretrizes (AMB, INCA, UpToDate).

Referências: "Projeto Diretrizes – Carcinoma do Pênis – Parte I"; INCA – Versão para profissionais de saúde.

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O tratamento inicial recomendado para um paciente com lesão ulcerada glandar que apresenta carcinoma de células escamosas e estadiamento T2, sem envolvimento dos corpos cavernosos, é a opção C: Glandectomia. A glandectomia é a remoção cirúrgica da glande, que é a parte externa do pênis, e é considerada o tratamento padrão para tumores da glande. A amputação parcial ou total pode ser necessária em casos mais avançados, mas não seria o tratamento inicial adequado. A terapia com LASER pode ser considerada em casos selecionados, mas não é a primeira escolha de tratamento. A excisão da lesão e plástica para recobertura da glande pode ser considerada em casos menores, mas a glandectomia ainda é a opção mais recomendada.

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