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Q4194767 Medicina
Paciente do sexo masculino, 46 anos, com diagnóstico prévio de psoríase há 6 anos. Procura atendimento por dor e inchaço em mãos e pés há cerca de 6 meses, com piora progressiva. Refere rigidez matinal superior a 45 minutos e dificuldade para realizar atividades manuais. Ao exame físico: presença de dactilite em 2o e 3o dedos do pé esquerdo. Artrite periférica assimétrica envolvendo interfalângicas distais e alterações ungueais compatíveis com pitting ungueal e onicólise.
Os principais fatores de mau prognóstico da artrite psoriásica e maior risco de progressão estrutural, nesse caso clínico, são:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na artrite psoriásica, dactilite e doença ungueal são achados clássicos associados a fenótipo mais grave e maior risco de dano estrutural/progressão radiográfica; como ambos aparecem no enunciado, a alternativa correta é a B.

Tema central: Prognóstico na artrite psoriásica
Análise das alternativas
A
Errada
A dactilite tem valor prognóstico, mas rigidez matinal superior a 45 minutos funciona como marcador de artrite inflamatória ativa, não como um dos principais fatores clássicos de progressão estrutural cobrados aqui. O erro da alternativa é confundir atividade inflamatória com marcador prognóstico de dano.
B
Certa
A alternativa B reúne os dois achados do caso com maior peso prognóstico clássico para progressão estrutural na artrite psoriásica. A dactilite traduz inflamação difusa do dedo, envolvendo articulações, tendões e enteses, e se associa a maior carga inflamatória e maior dano articular. O envolvimento ungueal, expresso por pitting e onicólise, tem forte associação com fenótipo articular da doença, especialmente estruturas distais/entesíticas, compondo perfil de maior gravidade estrutural. Entre as opções oferecidas, é a combinação que melhor identifica risco de pior evolução.
C
Errada
Sexo masculino e duração da psoríase maior que 5 anos não são, neste contexto, os principais marcadores prognósticos estruturais clássicos. São dados demográficos e de história da doença cutânea que não substituem os achados clínicos mais diretamente ligados à gravidade articular, como dactilite e doença ungueal.
D
Errada
Rigidez matinal prolongada indica inflamação articular, e sexo masculino não é o marcador central de progressão estrutural exigido pela questão. A alternativa falha por não incluir nenhum dos dois achados do caso com peso prognóstico mais clássico para dano estrutural: dactilite e acometimento ungueal.
E
Errada
O acometimento de interfalângicas distais ajuda a caracterizar o fenótipo clínico da artrite psoriásica, especialmente em associação com alterações ungueais, mas não é, por si, um dos principais fatores prognósticos estruturais cobrados. Já a duração da psoríase maior que 5 anos não é marcador clássico principal de progressão articular. A alternativa mistura característica de apresentação com dado histórico sem o mesmo peso prognóstico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre achados que confirmam artrite inflamatória ou caracterizam o fenótipo da doença, como rigidez matinal e acometimento de interfalângicas distais, e os achados com valor prognóstico estrutural mais forte, que neste caso são dactilite e envolvimento ungueal.
Dica para questões semelhantes
  • Em artrite psoriásica, se a pergunta for sobre progressão estrutural, procure primeiro marcadores clínicos de gravidade, não apenas sinais de inflamação ativa.
  • Dactilite deve ser valorizada como marcador de maior carga inflamatória e dano articular.
  • Doença ungueal não é manifestação acessória irrelevante; ela pesa no fenótipo articular e no pior prognóstico.
  • Padrão em interfalângicas distais e tempo de psoríase ajudam a reconhecer o quadro, mas não ocupam o mesmo papel prognóstico central.

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