Homem de 75 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, hip...

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Q4191376 Medicina
Homem de 75 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, em uso de metformina 850 mg, após café da manhã, almoço e jantar; losartana 50 mg, a cada 12 horas; bisoprolol 5 mg, pela manhã, e espironolactona 25 mg, pela manhã, comparece à consulta de rotina com exames laboratoriais. Resultados: hemoglobina glicada: 9,5%; creatinina sérica: 0,8 mg/dL.
Para o seguimento desse caso, é correto afirmar que a conduta mais adequada é prescrever
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A HbA1c de 9,5% mostra descontrole importante apesar de metformina, e a insuficiência cardíaca torna pioglitazona inadequada por retenção hídrica. Entre as alternativas restantes, acarbose tem baixa potência hipoglicemiante; assim, pela lógica tradicional da questão, glicazida é a opção que melhor atende à necessidade de intensificação.

Tema central: Antidiabético na insuficiência cardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Pioglitazona está errada porque tiazolidinedionas podem causar retenção hídrica e edema, o que é desfavorável em paciente com insuficiência cardíaca e pode piorar a congestão. O erro é ignorar esse risco clínico.
B
Errada
Acarbose está errada por baixa potência hipoglicemiante para o grau de descontrole apresentado. Com HbA1c de 9,5% após metformina, a questão exige intensificação mais eficaz, e acarbose costuma reduzir HbA1c menos do que sulfonilureias.
C
Errada
Dapagliflozina é a alternativa que mais entra em tensão com o gabarito oficial. A base informa que ela tem forte plausibilidade em DM2 com insuficiência cardíaca, mas a resolução adotada aqui segue a lógica tradicional de prova centrada em potência glicêmica e nas opções clássicas de segunda linha. Por isso, é considerada incorreta neste gabarito, não por contraindicação na insuficiência cardíaca.
D
Errada
Repaglinida também é um secretagogo, mas não é a escolha tradicional mais sustentada pela banca quando se busca maior redução de HbA1c entre as alternativas disponíveis. A base favorece a sulfonilureia glicazida como resposta esperada neste tipo de questão.
E
Certa
A glicazida é uma sulfonilureia e, entre as opções oferecidas, representa a escolha oral clássica mais defensável para intensificar o tratamento de um paciente com DM2 ainda francamente descompensado em uso de metformina. A creatinina sérica normal não impõe restrição relevante às alternativas e a insuficiência cardíaca afasta pioglitazona pelo risco de retenção hídrica. Além disso, a glicazida tem efeito redutor de HbA1c mais robusto do que acarbose, o que a torna a resposta compatível com o gabarito oficial.
Pegadinha da questão
A banca mistura um fator que exclui claramente uma opção eficaz, a insuficiência cardíaca contra pioglitazona, com uma alternativa contemporaneamente muito plausível, dapagliflozina. Para manter o gabarito oficial, é preciso seguir a lógica tradicional de excluir a tiazolidinediona, descartar a baixa potência da acarbose e ficar com a sulfonilureia de maior efeito glicêmico entre as opções clássicas.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2 descompensado com HbA1c alta apesar de metformina, compare primeiro a potência glicêmica das alternativas.
  • Se houver insuficiência cardíaca, verifique se alguma opção piora congestão por retenção hídrica; isso exclui pioglitazona nesta base.
  • Droga oral segura, mas pouco potente, não resolve questão com HbA1c muito elevada se houver opção mais efetiva disponível.
  • Quando o gabarito entrar em conflito com a prática mais atual, identifique qual lógica a banca está usando; aqui, a base exige leitura tradicional centrada em potência hipoglicemiante.

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