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Q720460 Medicina

Paciente do sexo masculino, de 45 anos, em tratamento quimioterápico de linfoma de Hodgkin apresenta quadro de febre em vigência de neutropenia (neutrófilos totais de 80/mm3 ). No sétimo dia de evolução da febre apresenta ainda 2 picos febris diários (39º C). Está em uso de cefepime (há 6 dias) e vancomicina (há 3 dias) e apresenta 300 granulócitos/mm3 . As hemoculturas iniciais estão negativas.

A melhor conduta é

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Tema central da questão: Neutropenia febril persistente em paciente oncológico e manejo frente ao risco de infecção fúngica invasiva.

Paciente imunossuprimido, em quimioterapia para linfoma, com neutropenia (300/mm³) e febre persistente apesar de 6 dias de cefepime e 3 dias de vancomicina. Essa situação levanta alta suspeita de infecção fúngica, principalmente após ≥4 dias sem resposta ao antibiótico de amplo espectro.

Justificativa da alternativa correta (D):

Segundo o Manual MSD: "A terapia antifúngica é acrescentada empiricamente se febre inexplicada persistir após 3 a 4 dias da terapia com antibiótico de espectro amplo." O Protocolo do HC-FMB também recomenda “iniciar terapia empírica antifúngica em febre persistente após 5 dias”. A caspofungina pertence às equinocandinas, eficazes contra Candida e Aspergillus, principais agentes fúngicos neste contexto. Portanto, associar caspofungina ao esquema vigente é a conduta correta.
Alternativa D é a resposta certa.

Análise das alternativas incorretas:

A) Substituir por meropenem e manter vancomicina apenas troca um beta-lactâmico por outro. Não cobre a provável etiologia fúngica, desconsiderando o risco progressivo conforme persiste a neutropenia.

B) Interromper antimicrobianos é contraindicado em paciente imunossuprimido e instável. O risco de sepse é altíssimo, devendo manter cobertura empírica.

C) Amicacina é um aminoglicosídeo ativo para Gram-negativos. Não cobre fungos e apenas aumentaria toxicidade sem benefício neste caso de febre refratária.

Dicas importantes para prova:
- Foque em tempo de febre e neutropenia grave: após 4-7 dias, risco fúngico aumenta.
- Atenção a formulários: “persistente apesar de antibióticos” sinaliza necessidade de antifúngico.
- Evite interrupção de antimicrobianos em imunossuprimidos, exceto por justificativa clara.
- Use protocolos oficiais e mantenha-se atualizado: citações de diretrizes enriquecem argumentos em discursivas.

Resumindo: A febre em neutropênicos persistente, após uso correto de antibióticos, exige empirismo antifúngico imediato — escolha drogas eficazes e com bom perfil de segurança.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D - associar caspofungina ao esquema antimicrobiano em uso. O paciente em questão apresenta febre em vigência de neutropenia e picos febris diários, o que indica a presença de infecção. Apesar das hemoculturas iniciais estarem negativas, é preciso considerar a possibilidade de infecção fúngica, já que o paciente está em tratamento quimioterápico e apresenta baixo número de granulócitos. A caspofungina é um antifúngico que pode ser usado no tratamento de infecções sistêmicas causadas por fungos, como a candidíase invasiva, que é uma complicação frequente em pacientes neutropênicos. Portanto, a melhor conduta é associar caspofungina ao esquema antimicrobiano em uso.

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