Indivíduo com infecção pelo HIV apresenta carga viral detec...
Indivíduo com infecção pelo HIV apresenta carga viral detectável após 2 anos de terapia com o primeiro esquema antirretroviral. A genotipagem realizada com o paciente em uso deste esquema apresenta apenas a mutação K103N.
A droga que não deve ser incluída no novo
esquema antirretroviral é
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Tema central: O foco desta questão é a resistência aos antirretrovirais (ARV) em pacientes infectados pelo HIV, assunto essencial no manejo clínico da infecção e fundamental para o concurso de médico infectologista.
Análise clínica: O paciente em uso do primeiro esquema ARV apresenta falha virológica após 2 anos, com mutação K103N detectada pela genotipagem. Mutações assim direcionam a escolha de novos esquemas, exigindo conhecimento detalhado dos perfis de resistência cruzada dos ARVs.
Por que a nevirapina (C) não deve ser usada: A mutação K103N confere alta resistência aos inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (ITRNN) de primeira geração, notadamente nevirapina e efavirenz. Portanto, nevirapina está contraindicada, pois a eficácia estaria severamente comprometida, segundo o PCDT HIV do Ministério da Saúde.
Análise das alternativas incorretas:
A) Atazanavir – Inibidor de protease, cuja ação não é afetada pela mutação K103N, podendo ser mantido na estratégia terapêutica.
B) Etravirina – ITRNN de segunda geração. Mantém eficácia frente à K103N isolada (vide suplemento IV do MS: “A etravirina é ativa em presença da mutação K103N isolada”), logo, pode ser utilizada.
D) Tenofovir – Inibidor nucleotídico da transcriptase reversa, não impactado pela mutação K103N.
Estratégias para provas: Atenção aos detalhes: o enunciado destaca a exclusiva presença da K103N; o conhecimento do espectro de ação das mutações sobre cada classe de ARV é crucial. Questões assim costumam tentar confundir por citar drogas da mesma classe ou com nomes parecidos.
Diretriz e literatura: O PCDT HIV e obras de referência como o “Harrison’s Principles of Internal Medicine” reforçam que, à presença de K103N, nevirapina e efavirenz não devem ser reaproveitados.
Resumo final: Na falha virológica por K103N, nevirapina jamais deve ser reincluída. Conhecimento de genotipagem e perfis de resistência é diferencial em provas e na prática clínica.
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