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Q720455 Medicina
A situação em que NÃO é indicado o uso de profilaxia para pneumocistose em indivíduos com infecção por HIV e que não iniciaram terapia antirretroviral é
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Tema central: Esta questão aborda a indicação de profilaxia para pneumocistose (PCP) em pessoas com HIV que ainda não iniciaram TARV. É fundamental conhecer os critérios clínicos reconhecidos para iniciar a profilaxia dessa infecção oportunista.

Justificativa da alternativa correta (C): Carga viral elevada (> 100.000 cópias/ml) por si só não é critério para início de profilaxia para PCP. O principal marcador de risco é a imunossupressão mensurada pela contagem de linfócitos CD4+. Assim, mesmo pacientes com viremia alta não têm indicação formal, se mantêm CD4+ acima de 200 células/mm³.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (p. 200):

“Na infecção pelo HIV, a profilaxia primária para pneumocistose é recomendada para pacientes com T-CD4 < 200 células/mm³ ou < 15% de linfócitos totais; presença de candidíase oral; febre indeterminada por mais de duas semanas.”

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Candidose esofagiana: É manifestação de imunodepressão avançada (considerada condição definidora de AIDS). Pela diretriz, indica profilaxia (válido para candidíase oral ou esofagiana).
  • B) História de pneumonia por Pneumocystis jirovecii: Pacientes com episódio prévio requerem profilaxia secundária para evitar recorrência, mantendo-se a indicação.
  • D) CD4+ de 100 células/mm³: CD4+ < 200 células/mm³ é o principal critério para profilaxia primária, independentemente de sintomas. Uma das indicações mais tradicionais segundo Ministério da Saúde, OMS e literatura (Harrison’s, Mandell).

Estratégia para questões desse tipo: Atente-se sempre ao uso de critérios laboratoriais objetivos (CD4+), sinais clínicos de imunodepressão (ex: candidíase esofagiana/oral, febre prolongada) e histórico de doenças oportunistas (Pneumocystis jirovecii). Cuidado com pegadinhas envolvendo parâmetros que não são contemplados por protocolos (ex: carga viral isolada).

Referências essenciais: PCDT HIV/MS, UpToDate, Harrison’s Princípios de Medicina Interna, Mandell’s Infectious Diseases.

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A resposta correta para essa questão é a alternativa C, que se refere a carga viral do HIV recente superior a 100.000 cópias/ml. Em pacientes com infecção por HIV que não iniciaram terapia antirretroviral, a profilaxia para pneumocistose é indicada em algumas situações específicas, como a história recente de pneumonia por Pneumocystis jirovecii e a presença de outras doenças oportunistas. No entanto, quando a carga viral do HIV é alta, isso indica uma progressão rápida da doença e um maior risco de desenvolvimento de infecções oportunistas, incluindo a pneumocistose. Portanto, nesses casos, a profilaxia se torna ainda mais importante e deve ser iniciada imediatamente.

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