Entre outras medidas, é necessário vacinar contra a raiva o...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a profilaxia pós-exposição à raiva em vítimas de mordedura por diferentes grupos de animais. O conhecimento acerca de quais espécies representam risco real de transmissão do vírus rábico é essencial ao manejo correto e seguro dos pacientes.
Justificativa da alternativa correta (B – macacos em geral):
Segundo os protocolos do Ministério da Saúde, primatas não humanos, como os macacos, oferecem risco para transmissão da raiva no Brasil. É recomendada a profilaxia antirrábica (vacinação e/ou soro) após acidentes com esses animais, já que podem participar do ciclo silvestre do vírus.
Caso clínico ilustrativo: uma pessoa mordida por sagui (gênero Callithrix) apresenta indicação para iniciar vacinação, como reforçam registros recentes de casos humanos ligados a esse animal na região Nordeste.
Fonte: Ministério da Saúde – Raiva Humana, 2025.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Rato do telhado (Rattus rattus): ERRADA. Roedores urbanos são considerados de baixo risco para raiva. Segundo as diretrizes, não está indicada vacinação nesses acidentes, pois virtualmente não transmitem a doença em ambiente urbano.
- C) Hamster (Mesocricetus auratus): ERRADA. Outros pequenos roedores, como hamsters, também são considerados de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
- D) Coelho (Oryctolagus cuniculus): ERRADA. Coelhos, assim como roedores, raramente transmitem raiva; portanto, mordidas não demandam postura profilática.
Dica de interpretação da prova:
Perguntas que citam acidentes com roedores ou coelhos frequentemente caem como 'pegadinha' para testar raciocínio aplicado às diretrizes. Atente-se sempre aos guias oficiais do Ministério da Saúde: profilaxia é restrita principalmente a mordidas por cães, gatos, morcegos e primatas não humanos.
Referência normativa: “Profilaxia pós-exposição para raiva deve ser considerada em acidentes por cães, gatos, morcegos e primatas não humanos” (Manual de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde.)
Conclusão: Em acidentes por macacos, vacine SEMPRE. Em acidentes por roedores ou coelhos, apenas higiene local e acompanhamento.
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