Um paciente do sexo masculino procura atendimento médico re...
Um paciente do sexo masculino procura atendimento médico referindo febre baixa, mal-estar, cefaleia e mialgias concomitantes ao surgimento de pápulas eritematosas e vesículas agrupadas na genitália externa, com dor, queimação e prurido locais, além de linfadenopatia inguinal e femoral. Nos dias que seguiram, houve aparecimento de novas lesões e as existentes progrediram para pústulas, que coaleceram e ulceraram. Cerca de 7 dias antes do início dos sintomas, participou de sexo grupal sem uso de preservativos. Nega episódios semelhantes no passado. Foram então solicitados exames complementares que evidenciaram: Teste de Tzanck, obtido da base de lesão genital ulcerada, positivo; Imunofluorescência direta para HSV-2 no material de lesão genital, negativa; sorologia para HSV-1 + HSV- 2 IgG não reativo; sorologia para HSV-1 + HSV-2 IgM reativo.
Com os dados disponíveis, o diagnóstico mais provável para o quadro apresentado é
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial das infecções genitais herpéticas (HSV-1 e HSV-2), destacando a importância dos critérios clínicos e da interpretação correta dos exames laboratoriais.
Justificativa da alternativa correta: (B) Infecção primária genital por HSV-1
O paciente apresenta quadro clínico típico de herpes genital primária: lesões vesiculopustulosas dolorosas em genitália, sintomas sistêmicos (febre, mal-estar) e linfadenopatia. Episódio sexual desprotegido recente fortalece a suspeita de IST aguda.
Exames laboratoriais:
- Teste de Tzanck positivo: indica infecção por herpesvírus, mas não diferencia HSV-1 de HSV-2.
- Imunofluorescência para HSV-2 negativa: exclui HSV-2 como agente etiológico nas lesões analisadas.
- Sorologia: IgG negativa e IgM positiva para HSV-1 + HSV-2: ausência de contato prévio com HSV; presença de IgM indica infecção primária recente.
Segundo o PCDT-IST do Ministério da Saúde (2022, p. 98): "Na infecção primária, IgG está ausente e IgM presente, sendo possível diferenciar a sorotipagem conforme o exame direto". Neste caso, apenas HSV-1 é plausível.
Estudos atuais mostram que o HSV-1 já representa grande parte dos casos de herpes genital primário, especialmente em adultos jovens, conforme relatos das sociedades científicas e do UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
- Alternativa A (Episódio de recorrência de HSV-2): Episódio recorrente exige IgG prévia positiva (memória imunológica), ausente aqui. O quadro é primário e não recorrente.
- Alternativa C (Infecção primária genital por HSV-2): Descartada pelo exame direto (imunofluorescência HSV-2 negativa).
- Alternativa D (Infecção primária por HSV-2 em portador de HSV-1): IgG negativa mostra ausência de exposição prévia a qualquer HSV.
Ponto-chave e estratégias para prova:
O diferencial é a interpretação sorológica (IgM vs IgG) e a análise criteriosa dos exames diretos. Pegadinhas frequentes envolvem confundir primoinfecção com recorrência ou ignorar o resultado dos exames específicos.
Resumo: Os achados clínicos e laboratoriais conduzem ao diagnóstico de infecção primária genital por HSV-1. Esteja atento à sequência: clínica compatível, sorologia com IgM isolada, HSV-2 excluído na lesão.
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