Para se determinar se uma bactéria Klebsiella pneumonia iso...

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Q720427 Medicina
Para se determinar se uma bactéria Klebsiella pneumonia isolada em amostras de hemocultura é produtora de beta-lactamase espectro estendido (ESBL), é necessário documentar
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Tema central: A questão aborda a detecção laboratorial de beta-lactamases de espectro estendido (ESBL) em Klebsiella pneumoniae isolada em hemocultura. Entender esse conceito é fundamental para o controle de infecções e a escolha correta do tratamento antibiótico, pois ESBL confere resistência a várias cefalosporinas de terceira geração e a outros beta-lactâmicos.

Justificativa da alternativa correta (C):

Seleciona-se inicialmente bactérias potencialmente produtoras de ESBL ao identificar MIC acima de 1µg/mL para ceftazidima, cefotaxima, ceftriaxona ou aztreonam. Para confirmar a presença de ESBL, realiza-se um teste fenotípico: se houver redução significativa do MIC ao associar o antibiótico ao ácido clavulânico (inibidor de beta-lactamase), caracterizando a inibição enzimática típica dessa resistência.

Segundo o Manual de Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção em Serviços de Saúde, ANVISA, página 112: “A suspeita de ESBL é feita pela resistência a cefalosporinas, e a confirmação pelo aumento do halo de inibição com ácido clavulânico, indicando redução do MIC.”

Portanto, a alternativa C está correta: documenta-se ESBL em K. pneumoniae ao encontrar MIC superior a 1µg/mL para as cefalosporinas citadas e redução do MIC frente ao clavulanato.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Aponta aumento de MIC, mas fala em aumento adicional com clavulanato (o correto é redução com o inibidor, por neutralização da enzima).
  • B: Cita MIC inferior a 1µg/mL (incompatível com suspeita de ESBL) e aumento do MIC com clavulanato, incorreto pelos mesmos motivos.
  • D: Cita MIC baixo (<1µg/mL), o que não sugere ESBL, embora corretamente aponte redução do MIC ao associar clavulanato. Faltou o critério essencial de resistência prévia.

Estratégia na prova: Atenção a termos como “redução” versus “aumento” do MIC, pois essas palavras-chave diferenciam a confirmação laboratorial da presença ou não de ESBL. Observe ainda que baixos MIC não configuram resistência por ESBL.

Referências: Manual de Microbiologia Clínica ANVISA; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Resumo prático: Diante de suspeita de ESBL, sempre busque por aumento do MIC isoladamente e redução significativa com uso de clavulanato, conforme protocolos oficiais e literatura internacional.

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Para determinar se uma bactéria Klebsiella pneumoniae é produtora de beta-lactamase espectro estendido (ESBL), é necessário documentar que o MIC (Concentração Inibitória Mínima) para ceftazidima, astreonam, cefotaxima ou ceftriaxone é superior a 1µg/ml em teste de triagem e que há redução do MIC para ceftaxime ou ceftazidima quando essas drogas são testadas associadas ao ácido clavulânico. Isso ocorre porque as ESBLs são enzimas que podem hidrolisar a maioria das cefalosporinas de terceira geração, mas não são inibidas pelo ácido clavulânico. Portanto, a presença de redução do MIC quando associado ao ácido clavulânico sugere a presença de ESBL. As outras alternativas apresentam informações incorretas ou incompletas.

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