As causas de morte de pacientes infectados pelo HIV, obtida...
As causas de morte de pacientes infectados pelo HIV, obtidas por um levantamento nacional conduzido na França em 2005, foram comparadas com aquelas obtidas por um levantamento similar realizado em 2000. Entre 1042 mortes reportadas em 2005, 344 (34%) foram relacionadas a câncer. Em 2000, das 934 mortes relatadas, 269 (29%) foram por câncer. A proporção de cânceres relacionados às hepatites (6% em 2000 vs. 11% em 2005) e de cânceres não relacionados a Aids nem às hepatites (38% em 2000 vs 50% em 2005) aumentaram significativamente de 2000 para 2005 (P = 0,03 e P = 0,01, respectivamente).
Fonte: Clin Infect Dis 2009; 48:633–9
Considerando que a forma do levantamento, as definições de câncer e os métodos de detecção de câncer não modificaram significativamente entre 2000 e 2005, em relação à metodologia e aos resultados do estudo, é correto afirmar que, entre os indivíduos infectados pelo HIV na França,
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Tema central da questão:
A questão aborda terminologia epidemiológica aplicada à análise de óbitos de pessoas vivendo com HIV na França, especificamente em relação a cânceres não relacionados à AIDS ou hepatites. Assim, diferencia-se entre incidência, prevalência, mortalidade e letalidade, conceitos essenciais em práticas de infectologia e saúde pública.
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está correta porque os dados fornecidos expressam o aumento da proporção de mortes por cânceres não relacionados ao HIV ou hepatites entre 2000 e 2005. Segundo a definição clássica: mortalidade refere-se ao número de óbitos por uma causa específica em uma população, durante determinado tempo. O estudo demonstrou que a mortalidade por estes cânceres aumentou de 38% para 50%, revelando um crescimento significativo e estatisticamente relevante (P = 0,01).
Esse padrão reflete uma transição da morbimortalidade de pacientes HIV positivos, também descrita em protocolos do MS e obras como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, reforçando que com o advento da terapia antirretroviral, há maior exposição a neoplasias não definidoras de AIDS.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incidência: Não é possível afirmar que houve aumento de novos casos apenas pelo dado de óbitos, sem o número total de casos incidentes.
B) Prevalência: Da mesma forma, não há informação sobre total de pessoas vivendo atualmente com a doença; portanto, não podemos inferir aumento da prevalência.
D) Letalidade: Letalidade é a proporção entre casos diagnosticados e óbitos; como o número de todos os casos diagnosticados de câncer não foi informado, não se pode calcular esse valor.
Estratégias e pontos-chave para provas:
Atente-se sempre ao que é medido: proporção de novos casos (incidência), casos existentes (prevalência), óbitos pelo total (mortalidade) ou óbitos entre os doentes (letalidade). Palavras como “número de mortes” geralmente sinalizam mortalidade. Pegadinhas comuns incluem a confusão destes termos!
Referência normativa:
O Ministério da Saúde e publicações como o Manual de Vigilância Epidemiológica de Doenças Crônicas reforçam tais definições, fundamentais para resolver questões deste perfil.
Resumo: A alternativa C é, de acordo com a metodologia e dados apresentados, a opção correta e alinhada com literatura e protocolos.
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