Paciente com história de lúpus eritematoso sistêmico aprese...

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Q2219982 Medicina
Paciente com história de lúpus eritematoso sistêmico apresenta quadro de falta de ar, e a angiotomografia de tórax revela duas embolias pulmonares segmentares. Os exames laboratoriais e o ecocardiograma à beira do leito não são dignos de nota. A paciente tem perfil autoimune com títulos positivos de anticorpo anticardiolipina e anti-b2-glicoproteína I.
A conduta inicial correta é prescrever
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Tema central: Embolia pulmonar em paciente com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome antifosfolipídica (SAF).

Explicação didática:
A paciente apresenta quadro clínico e exames compatíveis com SAF secundária ao LES: antecedentes autoimunes, presença de trombose arterial/venosa e anticorpos antifosfolípides positivos. A embolia pulmonar é manifestação grave nesses casos.
A conduta inicial é anticoagulação eficaz e segura, reduzindo o risco de tromboses recorrentes.

Justificativa da alternativa correta (E):
A enoxaparina (heparina de baixo peso molecular) é considerada padrão-ouro para tratamento inicial de trombose na SAF, segundo o “Projeto Diretrizes: Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo” da AMB: “O uso de heparina de baixo peso molecular SC […] durante a gestação e no pós-parto reduz a ocorrência de trombose.” (seção Tratamento)

Análise das alternativas incorretas:

A) Ativador do plasminogênio tecidual recombinante e anticoagulante: Só indicado se a paciente estivesse instável (choque, hipotensão), quadro não relatado. Trombolíticos são reservados para situações de alto risco.

B) Rivaroxabana: Apesar de eficácia em tromboembolismo, estudos demonstram pior performance e risco aumentado de recorrência trombótica na SAF—não recomendado em diretrizes para SAF.

C) Warfarina sódica: Anticoagulante oral clássico, não é utilizada na fase inicial, pois leva dias para atingir anticoagulação efetiva.

D) AAS e heparina não fracionada: AAS isolado não é suficiente para tratar evento agudo. Heparina não fracionada pode ser opção, mas a preferência, segundo “Projeto Diretrizes”, é por HBPM (ex: enoxaparina), dado melhor perfil de segurança, menor risco de HIT e administração subcutânea.

Estratégia de prova: Em pacientes com SAF e trombose aguda, busque sempre a anticoagulação eficaz e precoce, priorizando HBPM.

Referência: Projeto Diretrizes: Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo – AMB/Febrasgo.
Obra de referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed., capítulo 356.

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A paciente apresenta uma condição chamada lúpus eritematoso sistêmico, que é uma doença autoimune, e isso é importante, pois pessoas com doenças autoimunes têm maior risco de desenvolver coágulos sanguíneos. Ela também tem embolia pulmonar, que é uma condição causada por um ou mais coágulos bloqueando os vasos sanguíneos nos pulmões. Além disso, ela tem anticorpo anticardiolipina e anti-b2-glicoproteína I positivos, que são conhecidos por aumentar o risco de coagulação sanguínea. Neste contexto, a enoxaparina, uma forma de heparina de baixo peso molecular, é o tratamento inicialmente indicado para a paciente. A enoxaparina é um medicamento que ajuda a reduzir a coagulação sanguínea, prevenindo assim a formação de coágulos sanguíneos mais perigosos. Ela é preferida em relação aos outros medicamentos listados nas alternativas porque tem um perfil de segurança melhor, é mais fácil de usar e tem menos interações medicamentosas. As outras opções (A-D) também são anticoagulantes, mas não são a primeira linha de tratamento nesta situação.

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