Assinale a alternativa que há a correta associação entre o ...

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Q4193594 Medicina
Assinale a alternativa que há a correta associação entre o padrão comum da doença obstrutiva, seu diagnóstico e tratamento.
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A chave da questão é reconhecer que a asma grave exacerbadora continua sendo doença obstrutiva, com reversibilidade ao broncodilatador favorecendo esse diagnóstico, e que seu tratamento escalonado inclui ICS em alta dose + LABA, com possibilidade de adicionar LAMA e considerar imunobiológico conforme o fenótipo.

Tema central: Asma grave obstrutiva
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no padrão funcional. Bronquiolite constritiva/obliterante costuma cursar com limitação obstrutiva fixa e aprisionamento aéreo, não com distúrbio restritivo típico. Portanto, a associação diagnóstica principal já está errada. Mesmo que certos esquemas com corticoide inalatório e macrolídeo possam aparecer em contextos selecionados, isso não corrige o erro central da alternativa.
B
Errada
Na DPOC GOLD E com eosinófilos de 350/µL, a diretriz GOLD 2024/2025 torna relevante a inclusão de corticoide inalatório, especialmente em perfil exacerbador. Por isso, a proposta de manter apenas LAMA + LABA fica inadequada para esse contexto. Além disso, a resposta ao broncodilatador isoladamente não diferencia perfeitamente asma de DPOC; ela deve ser interpretada no conjunto clínico-funcional.
C
Errada
A parte funcional é compatível com enfisema ao descrever obstrução pouco reversível e volume residual aumentado, que refletem aprisionamento aéreo/hiperinsuflação. O problema está no tratamento: em enfisema/DPOC, broncodilatadores de longa ação são a base, e a indicação de corticoide inalatório depende do fenótipo exacerbador e da eosinofilia, não sendo a combinação central descrita na alternativa.
D
Certa
A alternativa D é a única que alinha corretamente diagnóstico funcional e tratamento. A asma grave exacerbadora permanece uma doença obstrutiva e frequentemente apresenta grande resposta ao broncodilatador na espirometria. Pela diretriz GINA 2024/2025, o tratamento de manutenção nesse cenário se baseia em corticoide inalatório em dose alta associado a LABA; LAMA pode ser acrescentado, e imunobiológico deve ser considerado quando persistem exacerbações conforme o fenótipo inflamatório. Essa é exatamente a sequência diagnóstica e terapêutica descrita na alternativa.
E
Errada
A alternativa erra em dois pontos decisivos. Primeiro, a asma alérgica não se caracteriza por ausência de resposta ao broncodilatador; ao contrário, reversibilidade favorece asma. Segundo, LAMA + LABA sem corticoide inalatório não é esquema de base para asma. Na asma, o corticoide inalatório é eixo do tratamento controlador, e omiti-lo torna a associação inadequada nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca misturou doenças obstrutivas que compartilham queda de fluxo aéreo, mas se diferenciam pelo tipo de resposta ao broncodilatador e, principalmente, pelo tratamento de base: na asma o ICS é central; na DPOC ele depende do fenótipo, como eosinofilia e exacerbações.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver grande resposta ao broncodilatador em padrão obstrutivo, pense primeiro em asma e confira se o tratamento inclui obrigatoriamente corticoide inalatório.
  • Na DPOC, não escolha tratamento apenas pela obstrução; eosinófilos elevados e perfil exacerbador favorecem inclusão de ICS.
  • Bronquiolite constritiva aponta para obstrução fixa com aprisionamento aéreo, não para padrão restritivo típico.
  • No enfisema/DPOC, broncodilatadores de longa ação são a base; ICS não é automático fora de perfis específicos.

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