A insuficiência respiratória aguda é desfecho frequente em ...

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Q4193588 Medicina
A insuficiência respiratória aguda é desfecho frequente em diversas causas de doenças respiratórias, com mortalidade e morbidade significativa, e é importante conhecer suas características e manejo.
Em relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pelo reconhecimento de que o bloqueio neuromuscular pode ser indicado em assincronia grave com o ventilador, mas seu uso deve ser criterioso pelos riscos de fraqueza adquirida na UTI e de dificuldade de desmame/extubação; por isso, a alternativa E é a única compatível com a prática intensiva consolidada.

Tema central: Ventilação mecânica na SARA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a melhor indicação clássica da posição prona é a insuficiência respiratória hipoxêmica grave, especialmente na SARA/SDRA, por melhorar recrutamento alveolar e a relação ventilação-perfusão. Hipercapnia isolada não é o cenário principal para prona; nesse contexto, o problema central é ventilação alveolar/obstrução, não a estratégia clássica de resgate para oxigenação.
B
Errada
Está errada porque hidratação vigorosa de rotina na SARA contraria a fisiopatologia da síndrome. Na SARA, o excesso de fluidos favorece edema pulmonar não cardiogênico, piora troca gasosa, mecânica pulmonar e oxigenação. A base é explícita em que, após estabilização hemodinâmica, estratégia hídrica conservadora tende a ser preferível; portanto não é correto dizer que o risco ventilatório é baixo e facilmente manejável.
C
Errada
Está errada porque volume corrente de 12 mL/kg contraria diretamente a ventilação mecânica protetora da SARA. O princípio consolidado é usar baixo volume corrente, em torno de 6 mL/kg de peso predito, para reduzir volutrauma, barotrauma e biotrauma. Aumentar o volume para 'ventilar melhor' nesse contexto aumenta lesão pulmonar induzida pelo ventilador.
D
Errada
Está errada porque doença pulmonar fibrosante tem padrão restritivo, com baixa complacência e não com tempo expiratório prolongado, que é achado típico de obstrução ao fluxo aéreo, como DPOC e asma. Além disso, broncodilatadores e corticoide inalatório não são rotina universal nesses pacientes; a alternativa erra tanto na fisiologia quanto na conduta.
E
Certa
A alternativa E está correta porque descreve o ponto técnico essencial do bloqueio neuromuscular na terapia intensiva: ele pode ser indicado quando há assincronia grave com o ventilador ou necessidade de controle ventilatório rigoroso, mas não é medida inocente nem rotineira. Seu uso se associa a fraqueza adquirida na UTI/miopatia do paciente crítico, pode prolongar a ventilação mecânica e dificultar desmame e extubação. A menção a DPOC é um aspecto mais discutível e acessório; o núcleo correto está na indicação criteriosa e nos riscos do bloqueio neuromuscular.
Pegadinha da questão
A banca misturou conceitos de insuficiência hipoxêmica, hipercápnica, padrão restritivo e obstrutivo para induzir troca de indicações: quem não separa prona da hipoxemia grave, ventilação protetora da SARA e fibrose de doença obstrutiva acaba marcando alternativas conceitualmente incompatíveis.
Dica para questões semelhantes
  • Na SARA, procure primeiro os pilares que não podem ser violados: baixo volume corrente e cuidado com sobrecarga hídrica.
  • Prona aponta para hipoxemia grave/SDRA; não é a melhor resposta clássica para hipercapnia isolada.
  • Tempo expiratório prolongado sugere obstrução, não fibrose; fibrose pulmonar é padrão restritivo.
  • Bloqueio neuromuscular em ventilação mecânica é indicação de exceção, útil em assincronia grave, mas cobrado junto com seus riscos musculares e impacto no desmame.

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