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Q3511454 Odontologia
Um dos problemas pós-operatórios de pacientes hospitalizados é a atelectasia. Em pacientes que tiveram cirurgia dentoalveolar sob anestesia geral, a atelectasia pode resultar de
Alternativas

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Tema central: atelectasia pós-operatória em pacientes submetidos à anestesia geral para cirurgia dentoalveolar. Atelectasia é o colapso alveolar com consequente shunt e hipoxemia; é comum nas primeiras 24–48h após cirurgia, especialmente quando há fatores que reduzem a ventilação de regiões pulmonares.

Alternativa correta: CMal posicionamento do tubo endotraqueal com ventilação seletiva de um pulmão. Se o tubo avança para o brônquio principal (geralmente o direito), o pulmão contralateral fica não ventilado, favorecendo colapso por atelectasia de reabsorção (gás alveolar é absorvido sem reposição). Clinicamente, durante a anestesia, observa-se ausculta assimétrica, aumento de pressões de via aérea e piora da SpO₂. No pós-operatório, há hipoxemia, redução do murmúrio vesicular e radiografia com sinais de perda de volume no pulmão afetado. Prevenção: confirmar profundidade do tubo (≈21–23 cm nos incisivos), ausculta bilateral, capnografia e, se necessário, broncoscopia. (Referências: UpToDate – Postoperative atelectasis; Miller’s Anesthesia; Barash Clinical Anesthesia).

Análise das alternativas incorretas

A – Perda sanguínea significativa: pode causar hipotensão e hipoperfusão, mas não colapsa alvéolos por si só. Atelectasia é fenômeno ventilatório/obstrutivo ou compressivo, não hemodinâmico.

B – Ingestão de líquidos insuficiente: desidratação não é causa direta de atelectasia. Embora secreções viscosas possam predispor a tampões mucosos, o enunciado relaciona “ingestão” (via oral) no pós-op imediato, algo pouco relevante nesse contexto de cirurgia sob anestesia geral.

D – Drogas anestésicas, ar no estômago, deglutição de sangue: anestésicos reduzem a FRC e podem favorecer atelectasia, mas o item mistura fatores gastrointestinais (insuflação gástrica, deglutição de sangue) que levam a distensão, náusea/aspiração, e não causam diretamente colapso alveolar. Diante das opções, a causa mais diretamente vinculada à atelectasia pós-operatória é a intubação seletiva (C).

E – Bacteremias da ferida cirúrgica: relacionam-se a sepse/endocardite; não explicam atelectasia imediata. Pneumonia pode cursar com consolidação, mas é processo infeccioso, não o colapso ventilatório típico de atelectasia.

Dica de prova: priorize a alternativa que estabelece cadeia causal direta entre o ato anestésico e não ventilação pulmonar. Termos como “intubação seletiva” e “um pulmão ventilado” apontam fortemente para atelectasia de reabsorção.

Diagnóstico resumido: dispneia/hipoxemia, febre baixa, murmúrio vesicular reduzido; RX com opacidades laminares e sinais de perda de volume (elevação diafragmática, desvio mediastinal). Manejo: reposicionar o tubo (se identificado no intraop), fisioterapia respiratória, espirometria de incentivo, deambulação precoce, analgesia adequada e, se necessário, CPAP. (UpToDate; diretrizes ASA e literatura de anestesia).

Gabarito: C

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Atelectasia pulmonar é o colapso dos alvéolos pulmonares, total ou parcialmente, podendo afetar todo o pulmão ou apenas um lobo, resultando em sintomas como falta de ar, tosse ou dor no peito.

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