Paciente de 58 anos, sexo masculino, fumante, se queixa de ...
Paciente de 58 anos, sexo masculino, fumante, se queixa de obstrução nasal do lado direito, apresentando sangramento nasal, secreção purulenta e dor de cabeça. Clinicamente se observa lesão polipoide castanho-amarelada na parede nasal lateral direita.
Sabendo se tratar de um papiloma invertido, uma das modalidade de tratamento indicada é
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Tema central: Papiloma invertido sinonasal é um tumor benigno, porém localmente agressivo, com alto índice de recorrência e risco de transformação maligna (≈5–15%) em carcinoma espinocelular. Costuma apresentar-se como obstrução nasal unilateral, epistaxe e massa polipoide. Esses achados, sobretudo quando unilaterais, devem afastar a hipótese de pólipo inflamatório simples.
Alternativa correta: A – cirurgia endoscópica transnasal.
Justificativa: O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa por via endoscópica endonasal, incluindo o sítio de implantação (por vezes com maxilectomia medial endoscópica) para reduzir recidivas. Essa abordagem oferece menor morbidade, melhor visualização e taxas de controle >85–95%, quando comparada a abordagens abertas em casos indicados. A decisão cirúrgica é guiada por TC (remodelamento ósseo) e RM (padrão “cerebriforme”), além de biópsia confirmatória. Fontes: UpToDate (Sinonasal papillomas: Treatment), Cummings Otolaryngology; Robbins & Cotran.
Estratégia de prova: Massa polipoide unilateral + epistaxe em adulto (fumante é fator de alerta) → pense em neoplasia benigna/agressiva (papiloma invertido), não em pólipo alérgico. Em questões, descarte condutas clínicas isoladas.
Análise das alternativas incorretas:
B – Antibioticoterapia: Trata infecção bacteriana, não neoplasia. Pode até reduzir secreção associada, porém não é curativa e atrasar cirurgia aumenta risco de progressão/recorrência.
C – Acompanhamento clínico: Conduta inadequada. O papiloma invertido tem crescimento local, destrói estruturas e pode malignizar. O padrão-ouro é excisão completa com seguimento endoscópico prolongado.
D – Crioterapia: Não é método padrão para esse tumor. Controle de profundidade é limitado, não remove o pedículo de implantação e aumenta recidiva. Não recomendado pelas referências de otorrinolaringologia.
E – Corticosteroide tópico: Útil em pólipos inflamatórios/rinite, mas não trata neoplasia epitelial. Pode mascarar sintomas e postergar o tratamento definitivo.
Dicas práticas: Antes da cirurgia, solicitar TC e RM para mapear inserção tumoral; após ressecção, realizar seguimento endoscópico por anos devido ao risco de recidiva, especialmente nos primeiros 2–3 anos.
Referências rápidas: UpToDate – Sinonasal papillomas: Clinical features, diagnosis, and treatment; Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery; Robbins & Cotran – Patologia Estrutural e Funcional.
Gabarito: A
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