O condiloma acuminado é uma proliferação de epitélio pavime...

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Q3511452 Odontologia

O condiloma acuminado é uma proliferação de epitélio pavimentoso estratificado induzida por HPV da região anogenital, boca e laringe.



O condiloma acuminado oral pode ser tratado por

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Tema central: lesão oral por HPV (condiloma acuminado) e sua conduta terapêutica. O condiloma acuminado oral é uma proliferação benigna do epitélio, geralmente por HPV 6 e 11, com aspecto papilífero/“couve-flor”, frequentemente múltiplo e de transmissão sexual.

Alternativa correta: C — excisão cirúrgica conservadora

A exérese cirúrgica é o tratamento de escolha na cavidade oral por permitir: (1) remoção completa da lesão, (2) confirmação histopatológica (koilocitose), e (3) menor risco de toxicidade local. Pode-se usar bisturi, eletrocirurgia, crioterapia ou laser CO₂, conforme tamanho/local. Há risco de recidiva devido à persistência viral, sendo prudente acompanhar e orientar sobre ISTs. Referências: Neville – Oral and Maxillofacial Pathology, UpToDate (manejo de verrugas anogenitais e orais), CDC 2021 STI Guidelines.

Por que as demais estão incorretas?

A) Imiquimode (aplicação pelo paciente): indicado para verrugas anogenitais externas. Não recomendado para mucosa oral pela irritação intensa, absorção e falta de evidência/segurança nessa localização. Diretrizes do CDC/UpToDate restringem seu uso à pele genital/perianal.

B) Podofilotoxina (aplicação pelo paciente): agente citotóxico para verrugas genitais. Contraindicado em mucosas (como a oral) pela toxicidade e risco de ulceração. Não usar no lábio interno, língua, mucosa jugal.

D) Sinecatequinas (catequinas do chá verde): aprovadas para verrugas genitais/perianais externas. Não há indicação para cavidade oral; risco de irritação mucosa e ausência de dados de eficácia/segurança.

E) Baroterapia (oxigenoterapia hiperbárica): não tem papel no manejo de condiloma; não trata infecção por HPV nem remove lesões epiteliais.

Estratégia de prova: ao ler “oral”, privilegie procedimentos realizados pelo profissional com envio para histopatologia. Desconfie de “agentes tópicos aplicados pelo paciente” — geralmente válidos para anogenitais, não para mucosa oral.

Diagnóstico resumido: lesão exofítica, papilar, séssil ou pediculada, única ou múltipla; confirmação por biópsia com acantose, papilomatose e koilocitose. Avaliar outras ISTs e, em crianças, considerar investigação apropriada.

Conduta prática recomendada: excisão conservadora ou ablação (laser/cryoterapia/eletrocautério), controle de recidiva e orientação sexual segura. Fontes: Neville; CDC 2021; UpToDate.

Resposta: C

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