Sialólitos são estruturas calcificadas que se desenvolvem n...
Sialólitos são estruturas calcificadas que se desenvolvem nas glândulas salivares.
Em relação aos sialólitos, é correto afirmar:
Gabarito comentado
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Tema central: Sialólitos são depósitos calcificados formados no sistema ductal ou no interior das glândulas salivares. Cursam com dor e tumefação periprandeal (ao mastigar), por obstrução do fluxo salivar. Acometem principalmente a glândula submandibular (ducto de Wharton) devido à saliva mais viscosa, ducto longo e ascendente e pH mais alcalino.
Alternativa correta: C
“Podem ser descobertos em qualquer localização ao longo do ducto ou dentro da própria glândula.” — Correto. Sialólitos podem ser intraductais (percurso do ducto principal ou seus ramos) ou intraglandulares (no parênquima). Esse espectro anatômico explica apresentações clínicas variadas e diferentes abordagens terapêuticas.
Por que as demais estão incorretas?
A) Não é sublingual nem 80%. A maioria (≈80–90%) ocorre na submandibular; parótida responde por 5–20% e sublingual é rara. Fatores: saliva mucosa, ducto longo/tortuoso e alcalino favorecem precipitação.
B) O manejo conservador usa sialagogos (limão/balas), compressas mornas, massagem e hidratação para aumentar o fluxo e expulsar o cálculo. A opção propõe antissialagogos e gelo, que reduzem o fluxo e pioram a obstrução; portanto, está invertida.
D) Não é exclusivo das glândulas maiores. Glândulas salivares menores também podem apresentar sialólitos (ex.: lábio superior, mucosa jugal), embora menos comuns.
E) Não há relação consistente com desequilíbrio sistêmico de cálcio/fósforo. O mecanismo é local: estase salivar, inflamação/infecção e um nídulo orgânico que serve de núcleo para precipitação salina. Exames laboratoriais costumam ser normais.
Diagnóstico e conduta (essencial para provas):
- Clínica: dor e aumento de volume ao comer, redução/ausência de fluxo no óstio ductal; palpação pode localizar cálculos no ducto de Wharton/Stensen.
- Imagem: radiografia oclusal/panorâmica (muitos cálculos submandibulares são radiopacos), ultrassom, e TC sem contraste (alta sensibilidade). Parótida tem mais cálculos radiolúcidos.
- Tratamento: iniciar com sialagogos, calor local, massagem, AINEs; antibiótico se sialadenite. Persistência: sialendoscopia (remoção com cesta/dilatação), litotripsia ou excisão transoral; raramente excisão glandular.
Estratégia de prova: Desconfie de termos como “exclusiva” e números absolutos (“80%”). Atenção a pares opostos: sialagogos ≠ antissialagogos; calor favorece fluxo, gelo reduz.
Referências rápidas: Neville BW. Oral & Maxillofacial Pathology; Burket’s Oral Medicine; UpToDate (Sialolithiasis, 2024); diretrizes e consensos em sialendoscopia na literatura de Cirurgia Bucomaxilofacial/ORL.
Gabarito: C
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