A rânula cervical ou mergulhante ocorre quando a mucina extr...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3511444 Odontologia
A rânula cervical ou mergulhante ocorre quando a mucina extravasada disseca através do músculo milo-hioide e produz o aumento de volume dentro do pescoço. Imagens de tomografia computadorizada e imagem por ressonância magnética de rânulas mergulhantes originárias da glândula sublingual geralmente exibem uma discreta extensão da lesão dentro do espaço sublingual, conhecida como
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Rânula mergulhante (plunging ranula) é um pseudocisto por extravasamento de mucina da glândula sublingual que disseca pelo defeito do músculo milo-hióideo e causa aumento de volume cervical. A imagem típica em TC/RM apresenta um trajeto fino conectando a lesão cervical ao espaço sublingual.

Alternativa correta: D – sinal de cauda. Em TC/RM, a rânula mergulhante de origem na glândula sublingual mostra uma extensão afilada (em “cauda” ou “beak/tail sign”) que atravessa ou contorna o milo-hióideo e conecta o cisto no espaço submandibular ao espaço sublingual. Esse sinal sugere fortemente a origem sublingual da lesão e ajuda a diferenciá-la de outras massas císticas cervicais (p.ex., cisto branquial, linfangioma). Referências: Neville – Oral & Maxillofacial Pathology; Som & Curtin – Head and Neck Imaging; Radiopaedia; UpToDate.

Achados de imagem úteis: conteúdo cístico hipodenso na TC, hipointenso em T1 e hiperintenso em T2 na RM, com realce periférico discreto e sem realce interno; presença do sinal de cauda no hiato do milo-hióideo. Pode haver história de rânula oral prévia.

Conduta (para fixação): o tratamento de escolha para reduzir recidiva é remoção da glândula sublingual (com ou sem marsupialização). Aspiração simples ou drenagem isolada têm alta recidiva. Scleroterapia é alternativa em casos selecionados. Fontes: UpToDate; Neville.

Estratégia de prova: ao ver “rânula mergulhante” + “extensão ao espaço sublingual”, associe imediatamente ao sinal de cauda. Cuidado com pegadinhas de epônimos de outras áreas (cardiopulmonar/infecciosas).

Análise das incorretas:

  • A – Sinal de Palla: radiografia de tórax na embolia pulmonar, com proeminência da artéria pulmonar descendente direita (“knuckle”). Nada a ver com lesões salivares ou de assoalho bucal.
  • B – Sinal de Fleischner: também descrito em embolia pulmonar, indicando artéria pulmonar central aumentada. Não é achado de TC/RM de rânula.
  • C – Sinal de Romaña: edema palpebral unilateral indolor da fase aguda da doença de Chagas. Não tem relação com cistos cervicais.
  • E – Sinal de Forchheimer: petéquias/enantema no palato mole em rubéola (e ocasionalmente escarlatina). Não é um sinal de imagem em cabeça e pescoço.

Dica clínica: diante de massa cística cervical em jovem, pense em diferenciais; a identificação do sinal de cauda confirma a origem sublingual e direciona o tratamento correto (remoção da glândula sublingual).

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo