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Q3511441 Odontologia

Após o diagnóstico de uma comunicação oroantral ter sido estabelecido, depois da remoção de um molar superior, em um paciente que não tem doenças preexistentes no seio maxilar, o cirurgião deve considerar o tamanho da comunicação, porque o tratamento depende do tamanho da abertura.



Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Tema central: Comunicação oroantral (COA) pós-exodontia de molares superiores. A conduta é guiada pelo diâmetro da abertura e pelo estado do seio maxilar. Objetivo: selar o defeito, manter o coágulo e prevenir sinusite.

Alternativa correta: A — COA pequena (≤ 2 mm) em seio previamente saudável tende a fechar espontaneamente, sem necessidade de retalho. Justifica-se porque o coágulo estável e a mucosa sinusal intacta promovem epitelização e cicatrização por segunda intenção. Condutas conservadoras: orientar precauções sinusais (não assoar o nariz por 10–14 dias, espirrar de boca aberta), sutura simples para estabilizar o coágulo quando indicado, e, conforme o caso, descongestionante nasal e analgésico. Essa conduta é respaldada por Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery, Fonseca OMF Surgery e UpToDate.

Estratégia prática por tamanho (resumo que cai em prova):

- ≤ 2 mm: conduta conservadora, sem retalho; precauções sinusais.

- 2–6 mm: material hemostático/colágeno no alvéolo + sutura em “8” e precauções; sem retalho na maioria.

- 6–10 mm ou persistente: considerar enxerto/colágeno + membrana e, se necessário, retalho (buco-vestibular, palatino) + antibiótico e descongestionante.

- > 10 mm ou diagnóstico tardio/infecção: retalho é regra e tratar sinusite antes/associado.

Por que as demais estão incorretas?

BEstimular assoar o nariz é contraindicado: aumenta pressão sinusal, alarga a COA e favorece sinusite. O correto é evitar Valsalva, canudar o nariz ou espirrar com a boca fechada. Diretrizes e textos (Peterson, UpToDate) reforçam as precauções sinusais.

CSondar o seio com instrumentos é inadequado: pode introduzir patógenos, lesar a mucosa e perpetuar a fístula. O diagnóstico é clínico (passagem de ar, borbulhamento) e, se necessário, manobra de Valsalva suave; evitar instrumentação intrassinusal.

D — Em COA 6–10 mm, é recomendado inserir colágeno/material hemostático e prescrever antibiótico (p. ex., amoxicilina-clavulanato) e descongestionante nasal (p. ex., oximetazolina por curto prazo) para prevenir sinusite e estabilizar o coágulo. A alternativa afirma o oposto.

E — Para 2–6 mm, nem sempre é necessário retalho. Na maioria, resolve-se com colágeno + sutura e precauções. Retalho é reservado para defeitos maiores, persistentes ou com comprometimento sinusal.

Pegadinhas de prova: não estimule Valsalva/assoar; não introduza instrumentos no seio; o tamanho guia a conduta; fechamento precoce reduz risco de fístula crônica.

Referências essenciais: Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; Fonseca, Oral and Maxillofacial Surgery; Topazian & Goldberg, Oral and Maxillofacial Infections; UpToDate (Management of oroantral communications).

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